Ok, ok...
Admito que sou muito insensível às vezes, mas de tempos em tempos surgem coisas que me abalam e fico mais desorientado do que bússola numa mina de ferro.
Pois não é que logo no meio dessas belas férias, me surge um momento desses...
A ocasião? Um filme. "O curioso caso de Benjamin Button".
Nem vou descrever o filme nem nada.
Só quero falar das minhas impressões.
Puta filme bem feito!!
Uma história muito interessante e que confesso que me fez pensar na vida, e em como as coisas parecem sem importância ao mesmo tempo em que também são imprescindíveis na vida.
Só assistindo pra entender.
Logo vou atrás do tal livro em que o filme se baseou. Não deve ficar pra trás em qualidade.
Acho difícil encontrar filmes que mexam comigo à tal ponto.
A maioria não passa de diversão e passa-tempo.
Saí atordoado da sala de cinema e a única grande coisa que consegui pensar imediatamente após assisti-lo foi: "a vida é um saco e ao mesmo tempo é a coisa mais maravilhosa que existe".
Idiota da minha parte, eu sei.
Mas, em momento algum, eu disse que eu não era um.
xP
Sonhos são apenas sonhos. E nada mais. [?] [!]
Alguns dizem que sonhos são um reflexo de nosso inconsciente. Os sonhos seriam o momento em que nosso lado oculto, irracional, totalmente sentimental e impulso teria para se manifestar. "Quando a razão está dormindo, a loucura toma conta". Ou coisa do tipo.
Acredito em parte nisso.
Nossa mente é algo incrível e que muitas vezes nos prega peças, como já cantou o saudoso Billy Joe Armstrong: " ...Sometimes my mind plays tricks on me".
Pelo menos a minha faz isso. E muito, às vezes.
Ontem à noite, eu tive um sonho estranho.
Sonhei que estava numa sala de aula na faculdade, e que se tratava de uma aula de exatas.
Só isso já me desesperou.
Depois algo me chamou à atenção e acabei por descobrir que para continuar na faculdade eu teria que passar naquela temível disciplina.
Não recordo de muitos detalhes, mas lembro-me que acordei muito assustado. Desesperado até.
Medo é uma coisa estranha, não?
Não sei porquê, mas uma das coisas que mais me incomoda com persistência é uma questão tola relativa à minha altura.
Desde [sempre] não sei quando tive essa vontade de ser mais alto. Hoje, já estou um pouco menos encanado com isso [um pouco!], mas lembro-me que odiava muito meus modestos 1,67m.
Se eu tivesse sido obrigado a participar ativamente daquelas extenuantes e entediantes aulas de exercício físico, talvez eu fosse um pouquinho mais alto, vai saber...
Sempre fui o típico garoto que fugia dos exercícios físicos. Era um daqueles guris que ficavam parados na hora do recreio, enquanto toda a massa infante se movimentava de um lado para o outro correndo, pulando e fazendo barulho. O garoto que [de algum jeito misterioso que até hoje não entendo] não recebia muitas faltas nas aulas de educação física, mesmo lembrando de ter matado várias e várias delas.
Só fui me interessar por essas coisas quando já estava um pouco maior, e o exercício já não faria muito efeito, sei lá...
Enfim, podia-se visualizar que não cresceria muito, ou não?
Uma altura que seria digna pra mim seria, lá pelos 1,70m, um valor simbolicamente bonito, digamos. O máximo que posso dizer é que estou à três centímetros do meu ideal, mas que também sei que nunca alcançarei.
Quer saber, isso é tudo paranóia da minha cabeça...
isso pelo menos eu posso dizer, sem medo de estar errado...
E para reforçá-la, descubro que meus ídolos também são baixinhos.
Nem falo mais nada.
Acaba o post.
Fato. xP
Ano novo, as coisas mudam, ou ao menos as mudanças são exaltadas.
Pra entrar no clima de mudança, mudei algumas cores e fontes no blog, nada muito radical.
Pra primeira postagem do ano, quero recortar uma passagem de uma das últimas histórias de X-Men. Quadrinhos são muito mais que simplesmente quadrinhos, pra mim já fazem parte de minha vida e não tem como eu me livrar deles, não mais! xD
Bom, aí vai uma pequena história que Wanda conta para o Fera na última edição de "Espécie em Extinção". É um conto que Wanda descreve, no maior estilo de fábula misteriosa.
Afinal, quanto se deve correr atrás de algo que parece desmoronar, e qual o momento certo de declarar todo seu esforço uma causa em vão?
""Certa manhã, um pescador foi de barco bem mais longe do que o de costume, e jogou a rede em um lugar novo. Não dava mais pra ver a terra firme, e ele estava com um pouco de medo. As pessoas disseram que coisas estranhas nadavam naquelas águas. Elas estavam certas. Quando o pescador puxou a rede para dentro do barco, uma criatura estava enroscada junto aos peixes.
Metade mulher, metade peixe.
A sereia chorou, pedindo para ser solta... Prometendo realizar todos os desejos do pescador. "Este pente no meu cabelo é mágico... e vai realizar três desejos."
O homem concordou e soltou a sereia. Depois voltou pra casa e mostrou para a mulher... que não ficou nada impressionada.
"Seu burro! Se tivesse trazido a sereia, poderíamos cobrar de cada um que quisesse vê-la... E faríamos uma fortuna em poucos dias!! Mas o que você fez? Trouxe um brinquedo! Um enfeite! Só pode ser o homem mais imbecil do mundo!"
"Você é uma bruxa", respondeu o homem irritado, "Só gosta de brigar comigo e me espezinhar, mulher! Se não vê minhas qualidades, eu queria que você não tivesse olhos!"
O pente mágico brilhou e o pescador se deu conta de que tinha falado demais. Mas as palavras já tinham saído... e não poderiam ser desditas.
A mulher ficou cega na hora. O rosto, liso no lugar dos olhos. Furiosa com o marido, ela pegou o pente mágico.
"Se é pra eu ficar cega, quero que você ganhe mil olhos... pra enxergar sua burrice noite e dia!"
E assim nasceram olhos em todo o corpo do pescador: mãos, braços, pernas, peito... Ele virou um monstro, ainda mais feio que a mulher.
Os dois sentaram na cozinha e discutiram sobre de quem seria a culpa. Um acusou o outro sem parar... por muito tempo. Mas os dois não tinham escolha.
No final, o pescador usou o pente mágico pela terceira vez.
"Eu quero que nós voltemos a ter quatro olhos!"
O pedido foi atendido... de certa forma. A mulher recuperou seus dois olhos normais e um terceiro surgira no meio de sua testa, enquanto o homem ficara com um único e enorme olho acima do nariz, como um ciclope.
No dia seguinte, ele remou até alto-mar e devolveu o pente à sereia.
"Se estiver interessado, também tenho um brinco mágico, senhor", disse a sereia sorrindo.
Mas o pescador estava farto daquela brincadeira..."
"Sobre o que está me avisando, Wanda? Que não devo perguntar quem você realmente é?" "Quem sou eu? Uma mulher que o senhor conheceu num café. Não te conheço, nunca visitei teu país... e provavelmente nunca vou visitar. Mas as pessoas têm um certo brilho nos olhos quando estão procurando sinais.
Quando tentam criar coragem pra fazer algo que, no fundo, sabem que é errado. O senhor tem esse olhar. Então sim... É possível ter o desejo realizado e a situação ficar pior do que antes.""
Muito foda! xP
Fazia tempo que não ficava tão empolgado lendo quadrinhos... É muito coisa de nerd, mas não to nem aí! hahaha
Nessa passagem da história dá pra perceber muito o desespero do Hank com os mutantes acabando e talz. E a Wanda na dela, enigmática.
Essa última saga do Fera dá muito pano pra manga pensar.
Até onde você iria atrás dos seus objetivos?
Ultrapassaria seus limites morais?
E no caso de Hank, os limites científicos?
E ainda, como se certificaria que deve mesmo "consertar" o problema?
Aquilo pode ter acontecido porque TINHA que acontecer, não pode?
Estava "escrito" ou coisa parecida?
Não é uma questão de história de quadrinhos apenas, tem muito mais do que apenas superpoderes e lutas heróicas nessas histórias.
E ainda bem que consigo perceber isso.
Foi uma bela história, e perfeita pra esperar pela próxima saga: "Complexo de Messias".
Atémais!