Alguém aí já brincou no carrossel?
Gostou?
Imagina sentar num daqueles cavalinhos, esperar o motor do brinquedo ligar e perceber, à cada segundo, que a velocidade está aumentando. E mais.
E mais.
Então, a velocidade começa a tornar-se incômoda.
Os pontos de referência que você reconhecia lá fora, não são mais visíveis.
Você tem de segurar com força no seu cavalinho pra não escorregar e cair.
O motor do brinquedo parece dar novos arranques, anunciando que a velocidade deve aumentar ainda mais.
Os ocupantes dos demais cavalinhos ao seu redor parecem começar a dar sinais de desistência.
Uns se abraçam ao veículo com toda força.
Outros se deixam levar pela velocidade e tombam serenamente.
Enquanto outros se agarram com toda força mas são, agonizantemente, vencidos pela velocidade implacável e são arremessados para fora do brinquedo.
Não sei se alguém consegue ver isso, mas é exatamente assim que eu me sinto, vivendo nessa rotina alucinógena que temos na facul.
São tantas coisas a fazer e deveres a cumprir que TUDO parece girar. Girando como num carrossel.
E em velocidades muito altas.
Deixa-nos sem ar.
Sem movimento. Sem controle.
Atados à rotinas de acontecimentos dos quais não temos controle nenhum.
Um verdadeiro carrossel desgovernado.
Bom mesmo era a época na qual eu só relacionava o movimento de um carrossel com um simples brinquedo pra se ficar girando lenta e inocentemente...
Não fui eu.
17 horas atrás
