Então resolvi ver se esse blog ainda existia... e existe.
Faz muito tempo que não entro aqui...
E aqui ainda estava uma parte de mim que nem sabia mais que existia.
É como voltar no tempo e reencontrar o Ivan do passado.
Bizarro.
O passado sempre assombra, mas às vezes parece abençoar com algo que a gente esquece que existiu... ou que talvez ainda exista.
A vida ainda permanece uma correria que revi nesse blog mas as perguntas e desafios estão muito mais complicados, não?
E de tão perdido me peguei caçando meu norte novamente.
Acho que era exatamente o que eu precisava nesse momento, ouvir palavras de conforto (ou algo parecido) de alguém que realmente me conhecesse.
Ninguém melhor que o Ivan do passado né?
"i'll come back to haunt you."
27.7.14
14.4.11
Nothing Matters
If only I could spend my time,
in a big backyard,
watching the stars and the wind,
while the hours go by,
while the things stay keep on mattering
much more than they should matter.
Some feelings need to be scratched out of our hearts and souls.
If this soul really exists.
Cause while this useless feelings keep breathing inside of me,
I'll just get no peace.
I'll just get no good times.
If only I could spend my time,
in a big backyard,
laying down on the ground, playin with the soil and plants,
while life stays fuckin' up things,
while the things stay keep on mattering
so much more than they should matter.
Sometimes you just gotta stop.
Let it go and give up.
You don't have to be a good person
if all that remains is loneliness.
Sometimes all that matters is just don't get bothered
even if that means stop caring about anything.
At all.
in a big backyard,
watching the stars and the wind,
while the hours go by,
while the things stay keep on mattering
much more than they should matter.
Some feelings need to be scratched out of our hearts and souls.
If this soul really exists.
Cause while this useless feelings keep breathing inside of me,
I'll just get no peace.
I'll just get no good times.
If only I could spend my time,
in a big backyard,
laying down on the ground, playin with the soil and plants,
while life stays fuckin' up things,
while the things stay keep on mattering
so much more than they should matter.
Sometimes you just gotta stop.
Let it go and give up.
You don't have to be a good person
if all that remains is loneliness.
Sometimes all that matters is just don't get bothered
even if that means stop caring about anything.
At all.
7.4.11
Tempo
Não acredito na inevitabilidade do tempo. Cronológico.
Não acredito nesse inevitável domínio da rotina.
E nem mesmo em sua ausência.
Acredito na administração do tempo.
Todos temos as mesmas vinte e quatro horas todos os dias.
O modo pelo qual gastamos esse tempo, com o quê utilizamos tal tempo, com quem "perdemos" nosso tempo é tudo uma questão de administrar.
"Estava sem tempo" ou "Não tive tempo pra isso" pra mim soam apenas como "Não achei importante o suficiente pra perder meu tempo com isso". Simples.
O problema é que, raramente, se encontra alguém que admite que o tempo que lhe é dado pode não ser valioso para se "perder" com algo que não é de seu interessante. E realmente, qual o sentido de querermos, literalmente, perder nosso precioso tempo?
Não acredito nesse inevitável domínio da rotina.
E nem mesmo em sua ausência.
Acredito na administração do tempo.
Todos temos as mesmas vinte e quatro horas todos os dias.
O modo pelo qual gastamos esse tempo, com o quê utilizamos tal tempo, com quem "perdemos" nosso tempo é tudo uma questão de administrar.
"Estava sem tempo" ou "Não tive tempo pra isso" pra mim soam apenas como "Não achei importante o suficiente pra perder meu tempo com isso". Simples.
O problema é que, raramente, se encontra alguém que admite que o tempo que lhe é dado pode não ser valioso para se "perder" com algo que não é de seu interessante. E realmente, qual o sentido de querermos, literalmente, perder nosso precioso tempo?
26.2.11
Inércia
Sábado de fevereiro.
Sem o esperado calor absurdo vem um vento insistente, e até frio, se tu for muito sensível.
E a noite cai rápido, constrastando com as semanas anteriores de um horário de verão que te deixava à mercê do sol até estúpidas altas horas.
Noite, escuridão no céu, luz no chão.
Prédios, postes, carros. Acendem caminhos, pequenos daqui de cima enquanto o céu parcialmente nublado me impede de ver estrelas.
Sozinho, apenas o uivo do vento me faz companhia.
O burburinho dos carros abaixo de dezesseis andares é como uma canção de ninar, constante e distante. Não me anima. Não me distrai. Nem me irrita.
Olhando as luzes de apartamentos e carros alheios imagino as diversas vidas, solitárias ou não, percorrendo os mesmos caminhos enquanto permaneço na varanda dessa noite de verão. Sem o calor que me irrita.
Os minutos passam e se tornam horas que passam tão rápido quanto no horário de verão, mas por enquanto não ligo. Não importa.
Sem o esperado calor absurdo vem um vento insistente, e até frio, se tu for muito sensível.
E a noite cai rápido, constrastando com as semanas anteriores de um horário de verão que te deixava à mercê do sol até estúpidas altas horas.
Noite, escuridão no céu, luz no chão.
Prédios, postes, carros. Acendem caminhos, pequenos daqui de cima enquanto o céu parcialmente nublado me impede de ver estrelas.
Sozinho, apenas o uivo do vento me faz companhia.
O burburinho dos carros abaixo de dezesseis andares é como uma canção de ninar, constante e distante. Não me anima. Não me distrai. Nem me irrita.
Olhando as luzes de apartamentos e carros alheios imagino as diversas vidas, solitárias ou não, percorrendo os mesmos caminhos enquanto permaneço na varanda dessa noite de verão. Sem o calor que me irrita.
Os minutos passam e se tornam horas que passam tão rápido quanto no horário de verão, mas por enquanto não ligo. Não importa.
9.2.11
Pensamentos Pensantes
Creio que já falei disso por aqui, mas como pode-se notar, é algo que não consigo evitar de falar...
Férias são sempre esse momento estranho. Por mais que você sempre espere o descanso, o sossego, a bonança... O tédio sempre acaba chegando junto.
Mas já há uns tempos parei de reclamar sobre ele e em seu lugar percebi outra coisa que tem força total nesse período do ano: pensamentos pensantes.
Pô, alguém mais tem disso por aí?!
Ter os pensamentos livres, pensando por si próprios e você só os vendo passar. E eles vão se sobrepondo um após o outro, fora de controle...
A hora mais fácil de se perceber isso é na "hora de dormir". Nada como deitar, pronto para dormir, e seus pensamentos começarem a se repassar, relembrando e criando memórias e sensações que quase sempre não deveria estar presenciando.
Enfim, acho que esses pensamentos pensantes fora de controle são só outra faceta dessa hiperatividade mal resolvida.
Pensar demais, sentir demais, falar demais, se agitar demais... eu poderia ficar falando sobre isso por posts e mais posts... xP
Bom, esse post ficou parecendo algo meio insano, mas garanto que estou no controle (da maioria) de minhas faculdades mentais... =P
Férias são sempre esse momento estranho. Por mais que você sempre espere o descanso, o sossego, a bonança... O tédio sempre acaba chegando junto.
Mas já há uns tempos parei de reclamar sobre ele e em seu lugar percebi outra coisa que tem força total nesse período do ano: pensamentos pensantes.
Pô, alguém mais tem disso por aí?!
Ter os pensamentos livres, pensando por si próprios e você só os vendo passar. E eles vão se sobrepondo um após o outro, fora de controle...
A hora mais fácil de se perceber isso é na "hora de dormir". Nada como deitar, pronto para dormir, e seus pensamentos começarem a se repassar, relembrando e criando memórias e sensações que quase sempre não deveria estar presenciando.
Enfim, acho que esses pensamentos pensantes fora de controle são só outra faceta dessa hiperatividade mal resolvida.
Pensar demais, sentir demais, falar demais, se agitar demais... eu poderia ficar falando sobre isso por posts e mais posts... xP
Bom, esse post ficou parecendo algo meio insano, mas garanto que estou no controle (da maioria) de minhas faculdades mentais... =P
14.12.10
Fechando 2010...
E assim 2010 acaba.
Assim, do nada, como se os doze longos meses passasem e nem notássemos o quão ocupados e bitolados nos encontramos.
E assim foi. Um ano par que soou como ano ímpar em boa parte deste.
Sim, sou bastante supersticioso, até demais, e em reminiscências passadas lembro-me de sempre odiar anos pares e ter ótimos anos ímpares.
Por isso repito: apesar de ser um ano par, tive bons momentos típicos de um ano ímpar. :P
2010 foi marcado por uns "rolês muito errados" e uns encontros muito nada a ver mas, entre desmaiados e feridos, sobrevivemos todos.
Ou melhor, crescemos.
Foi um ano de aparar pontas soltas. Designorar o que devia ser percebido, retomar as coisas boas que tinham sido interrompidas, esquecer o que não era necessário lembrar, e vice-versa.
Sem falar que foi um ano para se tentar mais, esmurrar os punhos na parede pra confirmar se sangrávamos, bater na cabeça dos coleguinhas pra fazê-los pensar direito, esperar ganhar gratificações que nunca vieram, receber coisas absurdamente inesperadas, suprimir algumas porções de ódio por pessoas "inocentes" e, sem dúvidas, contar muito com a sorte.
Essa companheira que nunca me visitou muito e nesse ano me acompanhou diversas vezes, e pela qual estou muito agradecido.
Muito não aconteceria sem seu desígnio divino. Thanks!
É, além de tudo, é preciso falar das companhias desse ano... Bom lembrar das boas companhias que parecem nos dar um norte e fazer bem, e às más companhias que me lembram como posso ser meu próprio melhor amigo sempre.
Nada como conhecer novas pessoas e novas perspectivas e opiniões que às vezes te fazem surtar ao mesmo tempo em que te fazem imaginar uma vida que nem existe, mas que poderia (ou não) vir a existir.
Definitivamente, foi um ano pra se conhecer pessoas e lugares... e a questão é saber quanto disso tudo vai se manter daqui pra frente.
2010 acabou e postei bem menos do que deveria por aqui e não tenho a mínima idéia de como será em 2011.
Mas nem me preocupo, esse meu espaço ninguém pode me tirar não... ( :
Assim, do nada, como se os doze longos meses passasem e nem notássemos o quão ocupados e bitolados nos encontramos.
E assim foi. Um ano par que soou como ano ímpar em boa parte deste.
Sim, sou bastante supersticioso, até demais, e em reminiscências passadas lembro-me de sempre odiar anos pares e ter ótimos anos ímpares.
Por isso repito: apesar de ser um ano par, tive bons momentos típicos de um ano ímpar. :P
2010 foi marcado por uns "rolês muito errados" e uns encontros muito nada a ver mas, entre desmaiados e feridos, sobrevivemos todos.
Ou melhor, crescemos.
Foi um ano de aparar pontas soltas. Designorar o que devia ser percebido, retomar as coisas boas que tinham sido interrompidas, esquecer o que não era necessário lembrar, e vice-versa.
Sem falar que foi um ano para se tentar mais, esmurrar os punhos na parede pra confirmar se sangrávamos, bater na cabeça dos coleguinhas pra fazê-los pensar direito, esperar ganhar gratificações que nunca vieram, receber coisas absurdamente inesperadas, suprimir algumas porções de ódio por pessoas "inocentes" e, sem dúvidas, contar muito com a sorte.
Essa companheira que nunca me visitou muito e nesse ano me acompanhou diversas vezes, e pela qual estou muito agradecido.
Muito não aconteceria sem seu desígnio divino. Thanks!
É, além de tudo, é preciso falar das companhias desse ano... Bom lembrar das boas companhias que parecem nos dar um norte e fazer bem, e às más companhias que me lembram como posso ser meu próprio melhor amigo sempre.
Nada como conhecer novas pessoas e novas perspectivas e opiniões que às vezes te fazem surtar ao mesmo tempo em que te fazem imaginar uma vida que nem existe, mas que poderia (ou não) vir a existir.
Definitivamente, foi um ano pra se conhecer pessoas e lugares... e a questão é saber quanto disso tudo vai se manter daqui pra frente.
2010 acabou e postei bem menos do que deveria por aqui e não tenho a mínima idéia de como será em 2011.
Mas nem me preocupo, esse meu espaço ninguém pode me tirar não... ( :
5.12.10
Authenticum Sensum
Chuva, frustrações, pensamentos fora de controle e mais chuva.
Não me diz pra não ser assim, porque eu não consigo.
Nem é porque eu não quero, ou porque não quero te obedecer.
É porque não consigo mesmo.
Desisto. Ser autêntico, às vezes, só dá errado.
Ou melhor, sempre dá errado.
Autenticidade não é ser legal, ser cool, ter bons amigos e contatos.
Autenticidade é lidar com sinceridade com o que se faz e sente. Compromisso com o que acontece dentro de sua própria cabeça e coração.
E isso assusta.
E esse é exatamente meu problema.
Chove, chove e chove.
E por mais que eu adore ficar sob a chuva, sentir minha camiseta encharcar-se, meus jeans pesarem com a água, nada disso faz sentido pra alguém que não seja eu.
Ou alguém que tenha alguma autenticidade de admitir isso, sinceramente, para mim, olhando no fundo de meus olhos.
Alguém autêntico não é facilmente percebível ao primeiro olhar, nem ao segundo, eu diria. Tenho minhas dúvidas se realmente já achei alguém assim, mas não vou desistir.
Por ora, levantarei minha balaclava, máscara ou capuz e esconderei tal autenticidade que assusta.
E, num futuro, talvez depois de chuvas, chuvas e mais chuvas talvez seja seguro deixar-se ser autêntico sob o sol de um dia qualquer...
Authenticum Sensum = Autêntico Sentimento
Não me diz pra não ser assim, porque eu não consigo.
Nem é porque eu não quero, ou porque não quero te obedecer.
É porque não consigo mesmo.
Desisto. Ser autêntico, às vezes, só dá errado.
Ou melhor, sempre dá errado.
Autenticidade não é ser legal, ser cool, ter bons amigos e contatos.
Autenticidade é lidar com sinceridade com o que se faz e sente. Compromisso com o que acontece dentro de sua própria cabeça e coração.
E isso assusta.
E esse é exatamente meu problema.
Chove, chove e chove.
E por mais que eu adore ficar sob a chuva, sentir minha camiseta encharcar-se, meus jeans pesarem com a água, nada disso faz sentido pra alguém que não seja eu.
Ou alguém que tenha alguma autenticidade de admitir isso, sinceramente, para mim, olhando no fundo de meus olhos.
Alguém autêntico não é facilmente percebível ao primeiro olhar, nem ao segundo, eu diria. Tenho minhas dúvidas se realmente já achei alguém assim, mas não vou desistir.
Por ora, levantarei minha balaclava, máscara ou capuz e esconderei tal autenticidade que assusta.
E, num futuro, talvez depois de chuvas, chuvas e mais chuvas talvez seja seguro deixar-se ser autêntico sob o sol de um dia qualquer...
Authenticum Sensum = Autêntico Sentimento
12.11.10
Sorte e Azar
Sorte é algo estranho.
Como um cachorro de rua que você afasta com raiva e quando menos espera ele aparece te seguindo de novo.
Ok, foi uma comparação péssima, mas acho que deu pra entender.
Azar é algo mais fácil de compreender.
Justamente quando você está morrendo de fome e demorou um bom tempo pra entrar no bandex, você percebe que seu cartão está sem crédito e tem que sair e carregar e sóóó depois de enfrentar toda a fila de novo, você poderá matar a fome. Isso se não matar alguém no caminho antes.
Sempre tive uma sina meio azarante de ser.
Não me recordo de eventos de sorte explodindo em minha vida, mas dos momentos de azar, ah, eu lembro. Mas nem quero esquecer, pois, por outro ângulo soam como cenas muito engraçadas depois de um tempo. ( :
Azar e sorte, de certo modo, são a mesma coisa. Seu azar é minha sorte, e vice-versa. E assim, o tempo vai e volta, ferrando a vida de uns enquanto congratula outros.
No fim das contas, a mesma moeda do "sorte e azar" nos é jogada todo dia. E é algo totalmente aleatório e imprevisível do qual só nos resta esperar e acatar "qual é a boa do dia".
Sem trocadilhos.
Como um cachorro de rua que você afasta com raiva e quando menos espera ele aparece te seguindo de novo.
Ok, foi uma comparação péssima, mas acho que deu pra entender.
Azar é algo mais fácil de compreender.
Justamente quando você está morrendo de fome e demorou um bom tempo pra entrar no bandex, você percebe que seu cartão está sem crédito e tem que sair e carregar e sóóó depois de enfrentar toda a fila de novo, você poderá matar a fome. Isso se não matar alguém no caminho antes.
Sempre tive uma sina meio azarante de ser.
Não me recordo de eventos de sorte explodindo em minha vida, mas dos momentos de azar, ah, eu lembro. Mas nem quero esquecer, pois, por outro ângulo soam como cenas muito engraçadas depois de um tempo. ( :
Azar e sorte, de certo modo, são a mesma coisa. Seu azar é minha sorte, e vice-versa. E assim, o tempo vai e volta, ferrando a vida de uns enquanto congratula outros.
No fim das contas, a mesma moeda do "sorte e azar" nos é jogada todo dia. E é algo totalmente aleatório e imprevisível do qual só nos resta esperar e acatar "qual é a boa do dia".
Sem trocadilhos.
24.10.10
Fogo
Tenho certeza que o sol brilha pra todos, mas eu sou um dos que insiste em nunca tirar os óculos escuros.
Como a chama da Fênix, o sol brilha sobre as mentiras e idiossincrasias desprezíveis que me fazem ser o que sou. Um brilho sobre a solidão que a deixa em sombras.
A solidão é algo construído por partes.
Como se cada péssima ação que se cometesse te deixasse um passo mais próximo de estar só com você mesmo. Solidão, esquecimento, isolamento.
É algo estranho, como ser esquecido por amigos e inimigos. Com uma perversa lógica da parte de cada um.
Dos inimigos, é sempre mais simples. Porque eu mato meus inimigos. Sempre.
Não literalmente, claro, mas no subconsciente.
Busco sempre agir de acordo comigo mesmo, sem pensar nas ações de adversários, como se eu fosse mais responsável por mim mesmo do que eles. O que não deixa de ser verdade.
Aos amigos, porém, sobra a pior das partes.
Não sei como suportam-me com esse modo de ser. E como insisto meu modo de ser, nem percebo quando tudo vai pros ares.
E logo não há mais nenhum destes por perto.
Estranho como o tempo passa e é chegada uma hora de se retirar as lentes escuras, em pleno meio-dia, fazendo os olhos se umedecerem. O brilho dói e irrita, mas é algo a ser feito.
Assim como espadas forjadas de ferro em brasas, há de se sair do fogo.
Das chamas tornar-se renovado, tornar-se renascido.
Como a chama da Fênix, o sol brilha sobre as mentiras e idiossincrasias desprezíveis que me fazem ser o que sou. Um brilho sobre a solidão que a deixa em sombras.
A solidão é algo construído por partes.
Como se cada péssima ação que se cometesse te deixasse um passo mais próximo de estar só com você mesmo. Solidão, esquecimento, isolamento.
É algo estranho, como ser esquecido por amigos e inimigos. Com uma perversa lógica da parte de cada um.
Dos inimigos, é sempre mais simples. Porque eu mato meus inimigos. Sempre.
Não literalmente, claro, mas no subconsciente.
Busco sempre agir de acordo comigo mesmo, sem pensar nas ações de adversários, como se eu fosse mais responsável por mim mesmo do que eles. O que não deixa de ser verdade.
Aos amigos, porém, sobra a pior das partes.
Não sei como suportam-me com esse modo de ser. E como insisto meu modo de ser, nem percebo quando tudo vai pros ares.
E logo não há mais nenhum destes por perto.
Estranho como o tempo passa e é chegada uma hora de se retirar as lentes escuras, em pleno meio-dia, fazendo os olhos se umedecerem. O brilho dói e irrita, mas é algo a ser feito.
Assim como espadas forjadas de ferro em brasas, há de se sair do fogo.
Das chamas tornar-se renovado, tornar-se renascido.
8.10.10
Twitter Está Matando Meu Blog
Odeio cair no senso comum, mas preciso dizer [repetir] uma das coisas mais ditas e mais escutadas que existe: "O tempo está muito curto!"
Acho desnecessário dissertar sobre isso.
Todos devem entender do que estou falando.
Todos os afazeres e obrigações diárias nos atormentam e ocupam todo nosso tempo e, no fim, buscamos algumas poucas horas pra "relaxar" ou "curtir" que acabam se rareando aos ínfimos dois dias de cada fim de semana.
Sei lá, não ter tempo pra parar, respirar e pensar é algo que eu abomino.
Muito mesmo.
É imprescindível ter aquele tempo pra ouvir aquela voz que só fala na nossa cabeça e quando nada mais está atrapalhando.
Aquela voz que, na real, é nossa própria voz, mas eu gosto de pensar que parece outra pessoa me dando um "norte" de vez em quando...
No meu caso, vejo essa aceleração do contínuo espaço-tempo no quanto as coisas que me são caras estão cada vez mais com um tempo menor na rotina infernal que se instala.
Minhas postagens do blog se tornam cada vez mais raras e se espremem por entre tweets ao longo do dia.
No fim das contas, romantico-dramaticamente posso dizer que: "Meu twitter está matando meu blog".
E não sei se concordo com isso. [se concordo com a ação, fato está acontecendo mesmo...]
Na parte positiva dos últimos tempos, só deixo uma frase, de uma música da banda Suéteres [que meio que me tornei fã nesses últimos meses...]:
"Dó de quem troca um hoje por dois amanhãs,
perde quem troca um hoje por dois amanhãs..."
Uma releitura de toda a rotina frenética e umas reclamações apressadas pra não perder o costume. E nem abandonar o filho querido que é o blog.
Enfim, pararei de reclamar e tentarei viver o meu tempo aqui.
Acho desnecessário dissertar sobre isso.
Todos devem entender do que estou falando.
Todos os afazeres e obrigações diárias nos atormentam e ocupam todo nosso tempo e, no fim, buscamos algumas poucas horas pra "relaxar" ou "curtir" que acabam se rareando aos ínfimos dois dias de cada fim de semana.
Sei lá, não ter tempo pra parar, respirar e pensar é algo que eu abomino.
Muito mesmo.
É imprescindível ter aquele tempo pra ouvir aquela voz que só fala na nossa cabeça e quando nada mais está atrapalhando.
Aquela voz que, na real, é nossa própria voz, mas eu gosto de pensar que parece outra pessoa me dando um "norte" de vez em quando...
No meu caso, vejo essa aceleração do contínuo espaço-tempo no quanto as coisas que me são caras estão cada vez mais com um tempo menor na rotina infernal que se instala.
Minhas postagens do blog se tornam cada vez mais raras e se espremem por entre tweets ao longo do dia.
No fim das contas, romantico-dramaticamente posso dizer que: "Meu twitter está matando meu blog".
E não sei se concordo com isso. [se concordo com a ação, fato está acontecendo mesmo...]
Na parte positiva dos últimos tempos, só deixo uma frase, de uma música da banda Suéteres [que meio que me tornei fã nesses últimos meses...]:
"Dó de quem troca um hoje por dois amanhãs,
perde quem troca um hoje por dois amanhãs..."
Uma releitura de toda a rotina frenética e umas reclamações apressadas pra não perder o costume. E nem abandonar o filho querido que é o blog.
Enfim, pararei de reclamar e tentarei viver o meu tempo aqui.
10.9.10
"Siberian Breaks"
Faz um bom tempo que não marco presença aqui.
Um lapso, uma longa parada, um "break".
Poderia dizer que é por falta de tempo ou por falta de idéias ou por falta de inúmeras outras coisas, mas a verdade é que a única coisa que têm me faltado ultimamente é ânimo.
E digo: ânimo no sentido geral da coisa.
Uma ausência daquele algo que te faz avançar, seguir em frente em direção à alguma coisa focada ou mesmo desconhecida.
Parece que a vida dá uma quebrada, se é que me entendem... [outro "break"]
Na falta de um 'feeling' mais encorajador, sigo vivendo a rotina do melhor modo que me parece, fazendo o pouco que acho certo no muito que aparece no dia-a-dia.
No cansaço da monotonia desses dias, a desimportância reina e a coisa mais esperada do dia é a chegada em casa.
E a coisa mais esperada da semana é o fim de semana.
E a coisa mais esperada do ano inteiro é a chegada das férias.
Parece que quanto menos tempo você gasta com as coisas e pessoas ao redor, menos estes vão se tornando importantes. E vice-versa, claro.
No fim, não vai sobrar muita coisa mesmo. Sobra sempre viver o dia. O presente.
Porque depois tudo se converge para um imenso vazio. Como uma extensa planície siberiana, vazia e gelada.
" The empty sky surrounds me but I can't see at all
Wide open arms can feel so cold
And you can sit beside me
And tell me what it's worth
But I hope I die before I get sold
I hope I die before I get sold
I'd rather die before I get sold "
[Bom, acho que deu pra entender o sentido que quis dar pra "Siberian Breaks". Tá, só citei porque estava ouvindo Siberian Breaks do MGMT... mas faz sentido! Só pensar que faz! xD]
Um lapso, uma longa parada, um "break".
Poderia dizer que é por falta de tempo ou por falta de idéias ou por falta de inúmeras outras coisas, mas a verdade é que a única coisa que têm me faltado ultimamente é ânimo.
E digo: ânimo no sentido geral da coisa.
Uma ausência daquele algo que te faz avançar, seguir em frente em direção à alguma coisa focada ou mesmo desconhecida.
Parece que a vida dá uma quebrada, se é que me entendem... [outro "break"]
Na falta de um 'feeling' mais encorajador, sigo vivendo a rotina do melhor modo que me parece, fazendo o pouco que acho certo no muito que aparece no dia-a-dia.
No cansaço da monotonia desses dias, a desimportância reina e a coisa mais esperada do dia é a chegada em casa.
E a coisa mais esperada da semana é o fim de semana.
E a coisa mais esperada do ano inteiro é a chegada das férias.
Parece que quanto menos tempo você gasta com as coisas e pessoas ao redor, menos estes vão se tornando importantes. E vice-versa, claro.
No fim, não vai sobrar muita coisa mesmo. Sobra sempre viver o dia. O presente.
Porque depois tudo se converge para um imenso vazio. Como uma extensa planície siberiana, vazia e gelada.
" The empty sky surrounds me but I can't see at all
Wide open arms can feel so cold
And you can sit beside me
And tell me what it's worth
But I hope I die before I get sold
I hope I die before I get sold
I'd rather die before I get sold "
[Bom, acho que deu pra entender o sentido que quis dar pra "Siberian Breaks". Tá, só citei porque estava ouvindo Siberian Breaks do MGMT... mas faz sentido! Só pensar que faz! xD]
25.8.10
Sobre Lapsos do Espaço-Tempo
Parece que o espaço-tempo para, ou se acelera, impedindo que o presente fique claro e nítido o suficiente. Porque ao visualizar o futuro, totalmente nublado, percebe-se a falta de algo que o conecte ao presente que se constrói no aqui e no agora.
Os caminhos que percorremos agora nos levam à realidade de algo que desconhecemos mas que, um dia, se tornará o presente.
De tempos em tempos, a vida parece parar e as coisas todas que te aconteceram, listam-se à sua frente.
As coisas boas e ruins.
Pra se saber o que é bom repetir no futuro, e o que é melhor deletar e nunca mais tentar.
Como aqueles fins de temporada de seriados.
Momentos decisivos de alguns personagens que amamos, odiamos e conhecemos a vida de trás pra frente e sempre nos surpreendem.
Fins de temporada vêm e vão com uma certeza de que haverá uma próxima temporada a se esperar, porém, afinal, sempre existe um novo começo.
Sempre existe uma nova temporada.
Os cenários e personagens quase sempre mudam, mas a história em si mantém-se na direção de um próximo amanhecer. Às vezes, parece que vejo a mim mesmo como se há quatro, cinco temporadas fosse uma outra pessoa, com conceitos e ideais deturpados e totalmente diferentes do que existe hoje.
Isso me assusta.
O quanto sou diferente do que fui e o quanto mudarei daqui a alguns períodos adiante?
Enquanto tantas pessoas exaltam sua essência, seu caráter, me perco em características mutáveis que me impedem de definir o que se mantém em mim, tempo após tempo.
Tempo este que se esvai, vai e volta, nesses lapsos de pensamento em que tudo isso parece entrar de uma vez só dentro da cabeça.
Tensos lapsos do espaço-tempo.
Os caminhos que percorremos agora nos levam à realidade de algo que desconhecemos mas que, um dia, se tornará o presente.
De tempos em tempos, a vida parece parar e as coisas todas que te aconteceram, listam-se à sua frente.
As coisas boas e ruins.
Pra se saber o que é bom repetir no futuro, e o que é melhor deletar e nunca mais tentar.
Como aqueles fins de temporada de seriados.
Momentos decisivos de alguns personagens que amamos, odiamos e conhecemos a vida de trás pra frente e sempre nos surpreendem.
Fins de temporada vêm e vão com uma certeza de que haverá uma próxima temporada a se esperar, porém, afinal, sempre existe um novo começo.
Sempre existe uma nova temporada.
Os cenários e personagens quase sempre mudam, mas a história em si mantém-se na direção de um próximo amanhecer. Às vezes, parece que vejo a mim mesmo como se há quatro, cinco temporadas fosse uma outra pessoa, com conceitos e ideais deturpados e totalmente diferentes do que existe hoje.
Isso me assusta.
O quanto sou diferente do que fui e o quanto mudarei daqui a alguns períodos adiante?
Enquanto tantas pessoas exaltam sua essência, seu caráter, me perco em características mutáveis que me impedem de definir o que se mantém em mim, tempo após tempo.
Tempo este que se esvai, vai e volta, nesses lapsos de pensamento em que tudo isso parece entrar de uma vez só dentro da cabeça.
Tensos lapsos do espaço-tempo.
15.8.10
Distração
Acho que desenvolvi um certo problema de atenção.
Tipo aquelas criancinhas com DDA [distúrbio déficit de atenção] que ficam alheias ao mundo [diga-se aulas] acontecendo ao redor.
Se bem que, não duvido que seja apenas um método [simples e cruel] que minha mente desenvolveu para evitar que eu continue fazendo 587668 coisas ao mesmo tempo, como eu me acostumei tanto a fazer. Já não foram poucas vezes que me surpreendi sem conseguir digitar e falar ao mesmo tempo, e isso me preocupa.
Se bem que é importante frisar que sempre fui do tipo "distraído", mas acho que evolui para um nível acima e, bom, difícil dizer...
Enquanto o semestre, ainda no começo, vai acelerando em direção à um número recorde de aulas, parece que a tendência das coisas é ficar cada vez mais complicadas e o tempo escasso fica fugindo das coisas que temos prazer em perder tempo.
Ou ganhar tempo, o que seria mais certo de dizer...
Vamos ver o que será da minha distração quando as coisas apertarem e será mais do que necessário fazer trocentas coisas ao mesmo tempo...
Quem sabe são os altos índices de stress, né? =P
Tipo aquelas criancinhas com DDA [distúrbio déficit de atenção] que ficam alheias ao mundo [diga-se aulas] acontecendo ao redor.
Se bem que, não duvido que seja apenas um método [simples e cruel] que minha mente desenvolveu para evitar que eu continue fazendo 587668 coisas ao mesmo tempo, como eu me acostumei tanto a fazer. Já não foram poucas vezes que me surpreendi sem conseguir digitar e falar ao mesmo tempo, e isso me preocupa.
Se bem que é importante frisar que sempre fui do tipo "distraído", mas acho que evolui para um nível acima e, bom, difícil dizer...
Enquanto o semestre, ainda no começo, vai acelerando em direção à um número recorde de aulas, parece que a tendência das coisas é ficar cada vez mais complicadas e o tempo escasso fica fugindo das coisas que temos prazer em perder tempo.
Ou ganhar tempo, o que seria mais certo de dizer...
Vamos ver o que será da minha distração quando as coisas apertarem e será mais do que necessário fazer trocentas coisas ao mesmo tempo...
Quem sabe são os altos índices de stress, né? =P
2.8.10
Ventos Sob a Mente
Ventos de 200km/h zumbem dentro da minha cabeça misturando as "coisas-fora-do-lugar" com as "coisas-sem-lugar-definido" na confusão da minha mente. Quando o que preciso é de uma certa calmaria, dá pra sentir tudo se debatendo, buscando um turbilhão incontrolável e independente da minha vontade.
A consciência de que você tem certeza que não feriu ninguém e ninguém mais te feriu deveria ser algo reconfortante, mas não é. Algo que havia buscado à tantos custos e que no fim parece ser inútil. Seu coração e sua mente podem estar "bem", podem estar funcionando nos parâmetros básicos, podem estar dentro dos eixos, mas algo simplesmente está fora do lugar.
O lado bom de se sentir tão desligado de tudo e todos é que sua mente age como se fosse totalmente livre. Os pensamentos desprendem-se de conceitos determinados e você simplesmente existe, dentro e fora de sua mente, do modo que melhor desejar.
Tais ventos deslocam-se, de um lado para outro, fazendo os pensamentos flutuarem a esmo, em ondas desconhecidas mas libertas.
Ah, às vezes âncoras são mais do que necessárias...
A consciência de que você tem certeza que não feriu ninguém e ninguém mais te feriu deveria ser algo reconfortante, mas não é. Algo que havia buscado à tantos custos e que no fim parece ser inútil. Seu coração e sua mente podem estar "bem", podem estar funcionando nos parâmetros básicos, podem estar dentro dos eixos, mas algo simplesmente está fora do lugar.
O lado bom de se sentir tão desligado de tudo e todos é que sua mente age como se fosse totalmente livre. Os pensamentos desprendem-se de conceitos determinados e você simplesmente existe, dentro e fora de sua mente, do modo que melhor desejar.
Tais ventos deslocam-se, de um lado para outro, fazendo os pensamentos flutuarem a esmo, em ondas desconhecidas mas libertas.
Ah, às vezes âncoras são mais do que necessárias...
6.7.10
Oficina do Diabo
Queria poder vir aqui e dizer algumas coisas interessantes.
Exaltar o fim do semestre e o começo do último ano.
Bendizer o ócio maldito que têm se iniciado.
Ou mesmo vir reclamar mais um pouco dos excessivos deveres e obstáculos desse período que passou. Mas não.
Não tenho vontade ou ânimo ou razões pra fazer quaisquer das ações citadas acima.
Parece que quando não sobra mais nada capaz de te fazer ir pra frente mais alguns passos ou erguer-se contra o sol em uma nova manhã, as coisas perdem um pouco de sua cor habitual.
Estranho como todo santo dia insiste em parecer e se tornar igual e todas as simples coisas se repetem num ciclo vicioso odiável.
"Odiável" talvez seja a palavra mais recorrente nesses pensamentos diabólicos que persistem mas, claro, sempre com um sorriso bobo no rosto.
Numa solidão inquietante, parece que tudo anda bem mais devagar e bem mais rápido do que o normal. Aquelas tais forças que habitualmente me faziam insistir em correr atrás de algo bom já se esgotaram e tenho minhas dúvidas se se reerguerão tão cedo.
Enfim, às vezes parece que o ócio realmente é a Oficina do Diabo.
Exaltar o fim do semestre e o começo do último ano.
Bendizer o ócio maldito que têm se iniciado.
Ou mesmo vir reclamar mais um pouco dos excessivos deveres e obstáculos desse período que passou. Mas não.
Não tenho vontade ou ânimo ou razões pra fazer quaisquer das ações citadas acima.
Parece que quando não sobra mais nada capaz de te fazer ir pra frente mais alguns passos ou erguer-se contra o sol em uma nova manhã, as coisas perdem um pouco de sua cor habitual.
Estranho como todo santo dia insiste em parecer e se tornar igual e todas as simples coisas se repetem num ciclo vicioso odiável.
"Odiável" talvez seja a palavra mais recorrente nesses pensamentos diabólicos que persistem mas, claro, sempre com um sorriso bobo no rosto.
Numa solidão inquietante, parece que tudo anda bem mais devagar e bem mais rápido do que o normal. Aquelas tais forças que habitualmente me faziam insistir em correr atrás de algo bom já se esgotaram e tenho minhas dúvidas se se reerguerão tão cedo.
Enfim, às vezes parece que o ócio realmente é a Oficina do Diabo.
21.6.10
O Carvalho & O Capim
Há umas postagens atrás, falei de meu carrossel desgovernado.
Bem, não quero de jeito nenhum dizer que não gosto da agitação, do stress, da movimentação.
Por um lado, odeio muito o marasmo, o tédio. Aliás, tédio é algo que não conheço. Sempre, sempre mesmo, acho algo pra fazer.
Engraçado isso.
Acho que o problema do tal carrossel nem seja a velocidade com que ele têm girado, e sim a quantidade de coisas e pessoas que se acumulam dentro dele. Sei lá.
"Tudo tem limite", como dizem.
Sou daqueles que não consegue se desligar, então, até certo ponto, gosto muito da agitação infernal do fim do semestre. Porém, enquanto os demais sempre se arrastam durante todo o fim do semestre, eu sigo forte até determinado ponto, porque depois desse determinado ponto, eu acabo.
Capoto. Desligo. Acaba a força geral. E não religo, impossível.
Sempre que penso nisso, lembro de dois conceitos muito interessantes que aprendi há algum tempo: Resistência e Resiliência. E como exemplo [clássico, por assim dizer] teríamos o Carvalho e o Capim. Agora imaginem.
O Carvalho é forte, bem preso ao chão por robustas raízes, alto, imponente, etc e tal, enquanto o Capim é pequeno, com raízes curtas, mole, flexível, minúsculo, etc e tal.
Qualquer vento balança o Capim, de um lado para outro, o tempo todo, porém, resiliente, ele sempre volta à posição inicial. Enquanto o vento não faz o menor efeito sobre o Carvalho, que permanece de pé, resistente. Todo mundo já deve ter visto isso.
Agora, quando um temporal se aproxima, os ventos aumentam de intensidade, a chuva precipita impetuosamente e raios, invariavelmente, caem.
Qual deles sobrevive então? O Capim, claro. Resiliente.
Tempestades e grandes provações sempre derrubam os carvalhos, causando grandes prejuízos, enquanto o capim sempre permanece ali. Uma hora ou outra, com a devida força, os resistentes [carvalhos] sempre caem.
A lição disso tudo?
É, eu sou o Resistente. ["E você?" eu diria.. HAHA]
Resisto sempre com todas as forças aos obstáculos e tudo mais, às vezes por longos períodos, mas quando caio. Caio, de vez.
Enfim, já foi muito desse post. Conclusões nubladas e tempestuosas... HAHA
E você, resiliente ou resistente? =P
Bem, não quero de jeito nenhum dizer que não gosto da agitação, do stress, da movimentação.
Por um lado, odeio muito o marasmo, o tédio. Aliás, tédio é algo que não conheço. Sempre, sempre mesmo, acho algo pra fazer.
Engraçado isso.
Acho que o problema do tal carrossel nem seja a velocidade com que ele têm girado, e sim a quantidade de coisas e pessoas que se acumulam dentro dele. Sei lá.
"Tudo tem limite", como dizem.
Sou daqueles que não consegue se desligar, então, até certo ponto, gosto muito da agitação infernal do fim do semestre. Porém, enquanto os demais sempre se arrastam durante todo o fim do semestre, eu sigo forte até determinado ponto, porque depois desse determinado ponto, eu acabo.
Capoto. Desligo. Acaba a força geral. E não religo, impossível.
Sempre que penso nisso, lembro de dois conceitos muito interessantes que aprendi há algum tempo: Resistência e Resiliência. E como exemplo [clássico, por assim dizer] teríamos o Carvalho e o Capim. Agora imaginem.
O Carvalho é forte, bem preso ao chão por robustas raízes, alto, imponente, etc e tal, enquanto o Capim é pequeno, com raízes curtas, mole, flexível, minúsculo, etc e tal.
Qualquer vento balança o Capim, de um lado para outro, o tempo todo, porém, resiliente, ele sempre volta à posição inicial. Enquanto o vento não faz o menor efeito sobre o Carvalho, que permanece de pé, resistente. Todo mundo já deve ter visto isso.
Agora, quando um temporal se aproxima, os ventos aumentam de intensidade, a chuva precipita impetuosamente e raios, invariavelmente, caem.
Qual deles sobrevive então? O Capim, claro. Resiliente.
Tempestades e grandes provações sempre derrubam os carvalhos, causando grandes prejuízos, enquanto o capim sempre permanece ali. Uma hora ou outra, com a devida força, os resistentes [carvalhos] sempre caem.
A lição disso tudo?
É, eu sou o Resistente. ["E você?" eu diria.. HAHA]
Resisto sempre com todas as forças aos obstáculos e tudo mais, às vezes por longos períodos, mas quando caio. Caio, de vez.
Enfim, já foi muito desse post. Conclusões nubladas e tempestuosas... HAHA
E você, resiliente ou resistente? =P
13.6.10
Fim de LOST :/
O fim veio e se foi e eu demorei a escrever algo sobre.
Fim de LOST, quero dizer... ^^/
Não quero de modo algum espalhar spoilers [quem me conhece sabe que odeio isso!] mas sentia, sabia, pressentia que eu devia escrever algo aqui no blog.
Tenho certeza que sou uma das poucas pessoas que conheço que curtiu tanto esse seriado.
E uma das mais poucas ainda que gostou do modo como tudo acabou.
No fundo, acho que eu já tinha uma certa convicção de que algo parecido ocorreria, nas temporadas anteriores cheguei a "prever" algumas coisas que aconteceram posteriormente e, por essa razão, o fim me chateava tanto.
Com o que iria gastar meu tempo de teorias e conspirações absurdas?!
Enfim, só queria deixar expresso em algum lugar além das minhas memórias o quanto Lost vai [e já está a] me fazer falta... =P
Fim de LOST, quero dizer... ^^/
Não quero de modo algum espalhar spoilers [quem me conhece sabe que odeio isso!] mas sentia, sabia, pressentia que eu devia escrever algo aqui no blog.
Tenho certeza que sou uma das poucas pessoas que conheço que curtiu tanto esse seriado.
E uma das mais poucas ainda que gostou do modo como tudo acabou.
No fundo, acho que eu já tinha uma certa convicção de que algo parecido ocorreria, nas temporadas anteriores cheguei a "prever" algumas coisas que aconteceram posteriormente e, por essa razão, o fim me chateava tanto.
Com o que iria gastar meu tempo de teorias e conspirações absurdas?!
Enfim, só queria deixar expresso em algum lugar além das minhas memórias o quanto Lost vai [e já está a] me fazer falta... =P
See you in another life, brotha!
4.6.10
Mais Um Ano
Por mais estranho que me possa parecer, chegar aos vinte-um não é tão diferente do que ter os vinte.
Sei lá, acho que já cheguei naquele ponto em que mal consigo separar como foi minha vida antes ou depois de tal idade...
O fato é que sentir os vinte-um me parece ser equivalente ao que venho sentindo normalmente. Nada anormal.
Como eu queria ter meus vinte-um anos desgarrados, perdido entre ruas de nomes desconhecidos e rostos não convidativos, mas sinceros.
Porque eu sempre busquei, depois dessas mais de duas décadas de vida, as coisas que, no fundo, eu já devia saber que não poderia ou conseguiria ter.
Parece ter sido mesmo apenas o sofrimento por si só.
E pronto.
Às vistas ao redor busco algo mais. Mas nem mesmo me encontro na maior parte das vezes.
Tento guiar-me dentro da escuridão enquanto a luz continua a cegar lá fora.
Recolher-me aqui dentro deve ser a melhor opção, pelo menos por ora.
Já foram mais de duas décadas caçando algo que eu já devia saber, no fundo, que seria muito difícil, quase impossível de encontrar.
Por vezes, pensei ter encontrado, mas era tolice. Doce ilusão que só me empurrou mais fundo e adiante nessa busca insensata por algo desconhecido.
Garanto a mim mesmo que nada mais vai acontecer.
Prometo. Cumpro.
Mas as coisas demorar a mudar, ou nem mudam, vai saber...
Eu queria poder ter a certeza de que as coisas se acertariam de algum modo, garantir que a quantidade de esforço despreendido, me fosse retornado.
Ter a certeza de que as coisas e pessoas pelas quais me dedico são realmente o melhor pra mim.
Porém, tudo o que tenho é a incerteza. Odeio a incerteza.
Mais um ano passado e o passado ainda parece ter que me ensinar algo que me recuso a aprender.
Depois de mais de duas décadas vivendo uma vida que sempre pareceu escrita pra outro alguém, no fundo, eu já devia saber que o melhor sempre ainda está por vir.
Assim como o pior.
Assim como o desconhecido.
E no fim, só me resta seguir mesmo... ^^/
Sei lá, acho que já cheguei naquele ponto em que mal consigo separar como foi minha vida antes ou depois de tal idade...
O fato é que sentir os vinte-um me parece ser equivalente ao que venho sentindo normalmente. Nada anormal.
Como eu queria ter meus vinte-um anos desgarrados, perdido entre ruas de nomes desconhecidos e rostos não convidativos, mas sinceros.
Porque eu sempre busquei, depois dessas mais de duas décadas de vida, as coisas que, no fundo, eu já devia saber que não poderia ou conseguiria ter.
Parece ter sido mesmo apenas o sofrimento por si só.
E pronto.
Às vistas ao redor busco algo mais. Mas nem mesmo me encontro na maior parte das vezes.
Tento guiar-me dentro da escuridão enquanto a luz continua a cegar lá fora.
Recolher-me aqui dentro deve ser a melhor opção, pelo menos por ora.
Já foram mais de duas décadas caçando algo que eu já devia saber, no fundo, que seria muito difícil, quase impossível de encontrar.
Por vezes, pensei ter encontrado, mas era tolice. Doce ilusão que só me empurrou mais fundo e adiante nessa busca insensata por algo desconhecido.
Garanto a mim mesmo que nada mais vai acontecer.
Prometo. Cumpro.
Mas as coisas demorar a mudar, ou nem mudam, vai saber...
Eu queria poder ter a certeza de que as coisas se acertariam de algum modo, garantir que a quantidade de esforço despreendido, me fosse retornado.
Ter a certeza de que as coisas e pessoas pelas quais me dedico são realmente o melhor pra mim.
Porém, tudo o que tenho é a incerteza. Odeio a incerteza.
Mais um ano passado e o passado ainda parece ter que me ensinar algo que me recuso a aprender.
Depois de mais de duas décadas vivendo uma vida que sempre pareceu escrita pra outro alguém, no fundo, eu já devia saber que o melhor sempre ainda está por vir.
Assim como o pior.
Assim como o desconhecido.
E no fim, só me resta seguir mesmo... ^^/
21.5.10
Carrossel Desgovernado
Alguém aí já brincou no carrossel?
Gostou?
Imagina sentar num daqueles cavalinhos, esperar o motor do brinquedo ligar e perceber, à cada segundo, que a velocidade está aumentando. E mais.
E mais.
Então, a velocidade começa a tornar-se incômoda.
Os pontos de referência que você reconhecia lá fora, não são mais visíveis.
Você tem de segurar com força no seu cavalinho pra não escorregar e cair.
O motor do brinquedo parece dar novos arranques, anunciando que a velocidade deve aumentar ainda mais.
Os ocupantes dos demais cavalinhos ao seu redor parecem começar a dar sinais de desistência.
Uns se abraçam ao veículo com toda força.
Outros se deixam levar pela velocidade e tombam serenamente.
Enquanto outros se agarram com toda força mas são, agonizantemente, vencidos pela velocidade implacável e são arremessados para fora do brinquedo.
Não sei se alguém consegue ver isso, mas é exatamente assim que eu me sinto, vivendo nessa rotina alucinógena que temos na facul.
São tantas coisas a fazer e deveres a cumprir que TUDO parece girar. Girando como num carrossel.
E em velocidades muito altas.
Deixa-nos sem ar.
Sem movimento. Sem controle.
Atados à rotinas de acontecimentos dos quais não temos controle nenhum.
Um verdadeiro carrossel desgovernado.
Bom mesmo era a época na qual eu só relacionava o movimento de um carrossel com um simples brinquedo pra se ficar girando lenta e inocentemente...
Gostou?
Imagina sentar num daqueles cavalinhos, esperar o motor do brinquedo ligar e perceber, à cada segundo, que a velocidade está aumentando. E mais.
E mais.
Então, a velocidade começa a tornar-se incômoda.
Os pontos de referência que você reconhecia lá fora, não são mais visíveis.
Você tem de segurar com força no seu cavalinho pra não escorregar e cair.
O motor do brinquedo parece dar novos arranques, anunciando que a velocidade deve aumentar ainda mais.
Os ocupantes dos demais cavalinhos ao seu redor parecem começar a dar sinais de desistência.
Uns se abraçam ao veículo com toda força.
Outros se deixam levar pela velocidade e tombam serenamente.
Enquanto outros se agarram com toda força mas são, agonizantemente, vencidos pela velocidade implacável e são arremessados para fora do brinquedo.
Não sei se alguém consegue ver isso, mas é exatamente assim que eu me sinto, vivendo nessa rotina alucinógena que temos na facul.
São tantas coisas a fazer e deveres a cumprir que TUDO parece girar. Girando como num carrossel.
E em velocidades muito altas.
Deixa-nos sem ar.
Sem movimento. Sem controle.
Atados à rotinas de acontecimentos dos quais não temos controle nenhum.
Um verdadeiro carrossel desgovernado.
Bom mesmo era a época na qual eu só relacionava o movimento de um carrossel com um simples brinquedo pra se ficar girando lenta e inocentemente...
11.5.10
Engraçado Como As Coisas São
Teus olhos se aproximaram.
Teu rosto colou-se ao meu.
Não consegui identificar meus lábios tão próximos dos teus.
E quando meus olhos tentaram se fechar, enxerguei você.
Estranho.
Onde estava a habitual escuridão de quando os olhos se cerram?
Abri-os devagar novamente e tu estava com os olhos fechados.
Engraçado como as coisas são.
O frio que fazia lá fora parecia ter ocorrido há meses, anos atrás.
Ali eu sentia teu calor e tua presença me bastava.
Sentir teu corpo em minhas mãos e ter, por poucos ínfimos momentos que duraram a eternidade, a certeza de que há algo de bom na rotina louca de tua vida.
Apenas fiquei ali. E tu também.
Alguns momentos que me equivaleram à uma redenção. A libertação de pensamentos atormentadores de semanas, mas que pareceriam anos.
Mas que, sem dificuldade, também pareceriam meras horas num dia quente de verão.
Um beijo e nada mais.
As coisas são estranhas sim.
Nunca se sabe o que se encontrará atrás de uma porta fechada ou num corredor deserto.
As coisas ocultas entre a tênue cortina do certo e errado parecem brincar com nosso destino e por mais que eu queira dizer que não me importo, que sou forte, eu me importo sim.
Bastante.
Mas o que tiver de ser, será.
Com ou sem minha insistência, com ou sem teu medo, com ou sem minha ansiedade, com ou sem tuas dúvidas.
Engraçado como as coisas são.
Ficção e realidade são, no fim das contas, a mesma coisa.
O estranho e interessante é quando tu deixa de se preocupar se isso faz diferença ou não...
Teu rosto colou-se ao meu.
Não consegui identificar meus lábios tão próximos dos teus.
E quando meus olhos tentaram se fechar, enxerguei você.
Estranho.
Onde estava a habitual escuridão de quando os olhos se cerram?
Abri-os devagar novamente e tu estava com os olhos fechados.
Engraçado como as coisas são.
O frio que fazia lá fora parecia ter ocorrido há meses, anos atrás.
Ali eu sentia teu calor e tua presença me bastava.
Sentir teu corpo em minhas mãos e ter, por poucos ínfimos momentos que duraram a eternidade, a certeza de que há algo de bom na rotina louca de tua vida.
Apenas fiquei ali. E tu também.
Alguns momentos que me equivaleram à uma redenção. A libertação de pensamentos atormentadores de semanas, mas que pareceriam anos.
Mas que, sem dificuldade, também pareceriam meras horas num dia quente de verão.
Um beijo e nada mais.
As coisas são estranhas sim.
Nunca se sabe o que se encontrará atrás de uma porta fechada ou num corredor deserto.
As coisas ocultas entre a tênue cortina do certo e errado parecem brincar com nosso destino e por mais que eu queira dizer que não me importo, que sou forte, eu me importo sim.
Bastante.
Mas o que tiver de ser, será.
Com ou sem minha insistência, com ou sem teu medo, com ou sem minha ansiedade, com ou sem tuas dúvidas.
Engraçado como as coisas são.
Ficção e realidade são, no fim das contas, a mesma coisa.
O estranho e interessante é quando tu deixa de se preocupar se isso faz diferença ou não...
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