14.4.11

Nothing Matters

If only I could spend my time,
in a big backyard,
watching the stars and the wind,

while the hours go by,
while the things stay keep on mattering
much more than they should matter.


Some feelings need to be scratched out of our hearts and souls.
If this soul really exists.

Cause while this useless feelings keep breathing inside of me,
I'll just get no peace.
I'll just get no good times.


If only I could spend my time,
in a big backyard,
laying down on the ground, playin with the soil and plants,

while life stays fuckin' up things,
while the things stay keep on mattering
so much more than they should matter.


Sometimes you just gotta stop.
Let it go and give up.

You don't have to be a good person
if all that remains is loneliness.

Sometimes all that matters is just don't get bothered
even if that means stop caring about anything.

At all.

7.4.11

Tempo

Não acredito na inevitabilidade do tempo. Cronológico.
Não acredito nesse inevitável domínio da rotina.
E nem mesmo em sua ausência.

Acredito na administração do tempo.
Todos temos as mesmas vinte e quatro horas todos os dias.
O modo pelo qual gastamos esse tempo, com o quê utilizamos tal tempo, com quem "perdemos" nosso tempo é tudo uma questão de administrar.

"Estava sem tempo" ou "Não tive tempo pra isso" pra mim soam apenas como "Não achei importante o suficiente pra perder meu tempo com isso". Simples.

O problema é que, raramente, se encontra alguém que admite que o tempo que lhe é dado pode não ser valioso para se "perder" com algo que não é de seu interessante. E realmente, qual o sentido de querermos, literalmente, perder nosso precioso tempo?

26.2.11

Inércia

Sábado de fevereiro.
Sem o esperado calor absurdo vem um vento insistente, e até frio, se tu for muito sensível.
E a noite cai rápido, constrastando com as semanas anteriores de um horário de verão que te deixava à mercê do sol até estúpidas altas horas.
Noite, escuridão no céu, luz no chão.

Prédios, postes, carros. Acendem caminhos, pequenos daqui de cima enquanto o céu parcialmente nublado me impede de ver estrelas.
Sozinho, apenas o uivo do vento me faz companhia.
O burburinho dos carros abaixo de dezesseis andares é como uma canção de ninar, constante e distante. Não me anima. Não me distrai. Nem me irrita.

Olhando as luzes de apartamentos e carros alheios imagino as diversas vidas, solitárias ou não, percorrendo os mesmos caminhos enquanto permaneço na varanda dessa noite de verão. Sem o calor que me irrita.
Os minutos passam e se tornam horas que passam tão rápido quanto no horário de verão, mas por enquanto não ligo. Não importa.

9.2.11

Pensamentos Pensantes

Creio que já falei disso por aqui, mas como pode-se notar, é algo que não consigo evitar de falar...
Férias são sempre esse momento estranho. Por mais que você sempre espere o descanso, o sossego, a bonança... O tédio sempre acaba chegando junto.
Mas já há uns tempos parei de reclamar sobre ele e em seu lugar percebi outra coisa que tem força total nesse período do ano: pensamentos pensantes.

Pô, alguém mais tem disso por aí?!

Ter os pensamentos livres, pensando por si próprios e você só os vendo passar. E eles vão se sobrepondo um após o outro, fora de controle...
A hora mais fácil de se perceber isso é na "hora de dormir". Nada como deitar, pronto para dormir, e seus pensamentos começarem a se repassar, relembrando e criando memórias e sensações que quase sempre não deveria estar presenciando.

Enfim, acho que esses pensamentos pensantes fora de controle são só outra faceta dessa hiperatividade mal resolvida.
Pensar demais, sentir demais, falar demais, se agitar demais... eu poderia ficar falando sobre isso por posts e mais posts... xP
Bom, esse post ficou parecendo algo meio insano, mas garanto que estou no controle (da maioria) de minhas faculdades mentais... =P