27.7.14

Faz tempo

Então resolvi ver se esse blog ainda existia... e existe.
Faz muito tempo que não entro aqui...
E aqui ainda estava uma parte de mim que nem sabia mais que existia.
É como voltar no tempo e reencontrar o Ivan do passado.
Bizarro.

O passado sempre assombra, mas às vezes parece abençoar com algo que a gente esquece que existiu... ou que talvez ainda exista.
A vida ainda permanece uma correria que revi nesse blog mas as perguntas e desafios estão muito mais complicados, não?
E de tão perdido me peguei caçando meu norte novamente.
Acho que era exatamente o que eu precisava nesse momento, ouvir palavras de conforto (ou algo parecido) de alguém que realmente me conhecesse.
Ninguém melhor que o Ivan do passado né?

"i'll come back to haunt you."



14.4.11

Nothing Matters

If only I could spend my time,
in a big backyard,
watching the stars and the wind,

while the hours go by,
while the things stay keep on mattering
much more than they should matter.


Some feelings need to be scratched out of our hearts and souls.
If this soul really exists.

Cause while this useless feelings keep breathing inside of me,
I'll just get no peace.
I'll just get no good times.


If only I could spend my time,
in a big backyard,
laying down on the ground, playin with the soil and plants,

while life stays fuckin' up things,
while the things stay keep on mattering
so much more than they should matter.


Sometimes you just gotta stop.
Let it go and give up.

You don't have to be a good person
if all that remains is loneliness.

Sometimes all that matters is just don't get bothered
even if that means stop caring about anything.

At all.

7.4.11

Tempo

Não acredito na inevitabilidade do tempo. Cronológico.
Não acredito nesse inevitável domínio da rotina.
E nem mesmo em sua ausência.

Acredito na administração do tempo.
Todos temos as mesmas vinte e quatro horas todos os dias.
O modo pelo qual gastamos esse tempo, com o quê utilizamos tal tempo, com quem "perdemos" nosso tempo é tudo uma questão de administrar.

"Estava sem tempo" ou "Não tive tempo pra isso" pra mim soam apenas como "Não achei importante o suficiente pra perder meu tempo com isso". Simples.

O problema é que, raramente, se encontra alguém que admite que o tempo que lhe é dado pode não ser valioso para se "perder" com algo que não é de seu interessante. E realmente, qual o sentido de querermos, literalmente, perder nosso precioso tempo?

26.2.11

Inércia

Sábado de fevereiro.
Sem o esperado calor absurdo vem um vento insistente, e até frio, se tu for muito sensível.
E a noite cai rápido, constrastando com as semanas anteriores de um horário de verão que te deixava à mercê do sol até estúpidas altas horas.
Noite, escuridão no céu, luz no chão.

Prédios, postes, carros. Acendem caminhos, pequenos daqui de cima enquanto o céu parcialmente nublado me impede de ver estrelas.
Sozinho, apenas o uivo do vento me faz companhia.
O burburinho dos carros abaixo de dezesseis andares é como uma canção de ninar, constante e distante. Não me anima. Não me distrai. Nem me irrita.

Olhando as luzes de apartamentos e carros alheios imagino as diversas vidas, solitárias ou não, percorrendo os mesmos caminhos enquanto permaneço na varanda dessa noite de verão. Sem o calor que me irrita.
Os minutos passam e se tornam horas que passam tão rápido quanto no horário de verão, mas por enquanto não ligo. Não importa.

9.2.11

Pensamentos Pensantes

Creio que já falei disso por aqui, mas como pode-se notar, é algo que não consigo evitar de falar...
Férias são sempre esse momento estranho. Por mais que você sempre espere o descanso, o sossego, a bonança... O tédio sempre acaba chegando junto.
Mas já há uns tempos parei de reclamar sobre ele e em seu lugar percebi outra coisa que tem força total nesse período do ano: pensamentos pensantes.

Pô, alguém mais tem disso por aí?!

Ter os pensamentos livres, pensando por si próprios e você só os vendo passar. E eles vão se sobrepondo um após o outro, fora de controle...
A hora mais fácil de se perceber isso é na "hora de dormir". Nada como deitar, pronto para dormir, e seus pensamentos começarem a se repassar, relembrando e criando memórias e sensações que quase sempre não deveria estar presenciando.

Enfim, acho que esses pensamentos pensantes fora de controle são só outra faceta dessa hiperatividade mal resolvida.
Pensar demais, sentir demais, falar demais, se agitar demais... eu poderia ficar falando sobre isso por posts e mais posts... xP
Bom, esse post ficou parecendo algo meio insano, mas garanto que estou no controle (da maioria) de minhas faculdades mentais... =P

14.12.10

Fechando 2010...

E assim 2010 acaba.
Assim, do nada, como se os doze longos meses passasem e nem notássemos o quão ocupados e bitolados nos encontramos.
E assim foi. Um ano par que soou como ano ímpar em boa parte deste.
Sim, sou bastante supersticioso, até demais, e em reminiscências passadas lembro-me de sempre odiar anos pares e ter ótimos anos ímpares.
Por isso repito: apesar de ser um ano par, tive bons momentos típicos de um ano ímpar. :P

2010 foi marcado por uns "rolês muito errados" e uns encontros muito nada a ver mas, entre desmaiados e feridos, sobrevivemos todos.
Ou melhor, crescemos.
Foi um ano de aparar pontas soltas. Designorar o que devia ser percebido, retomar as coisas boas que tinham sido interrompidas, esquecer o que não era necessário lembrar, e vice-versa.

Sem falar que foi um ano para se tentar mais, esmurrar os punhos na parede pra confirmar se sangrávamos, bater na cabeça dos coleguinhas pra fazê-los pensar direito, esperar ganhar gratificações que nunca vieram, receber coisas absurdamente inesperadas, suprimir algumas porções de ódio por pessoas "inocentes" e, sem dúvidas, contar muito com a sorte.
Essa companheira que nunca me visitou muito e nesse ano me acompanhou diversas vezes, e pela qual estou muito agradecido.
Muito não aconteceria sem seu desígnio divino. Thanks!

É, além de tudo, é preciso falar das companhias desse ano... Bom lembrar das boas companhias que parecem nos dar um norte e fazer bem, e às más companhias que me lembram como posso ser meu próprio melhor amigo sempre.
Nada como conhecer novas pessoas e novas perspectivas e opiniões que às vezes te fazem surtar ao mesmo tempo em que te fazem imaginar uma vida que nem existe, mas que poderia (ou não) vir a existir.
Definitivamente, foi um ano pra se conhecer pessoas e lugares... e a questão é saber quanto disso tudo vai se manter daqui pra frente.

2010 acabou e postei bem menos do que deveria por aqui e não tenho a mínima idéia de como será em 2011.
Mas nem me preocupo, esse meu espaço ninguém pode me tirar não... ( :

5.12.10

Authenticum Sensum

Chuva, frustrações, pensamentos fora de controle e mais chuva.
Não me diz pra não ser assim, porque eu não consigo.
Nem é porque eu não quero, ou porque não quero te obedecer.
É porque não consigo mesmo.

Desisto. Ser autêntico, às vezes, só dá errado.
Ou melhor, sempre dá errado.
Autenticidade não é ser legal, ser cool, ter bons amigos e contatos.
Autenticidade é lidar com sinceridade com o que se faz e sente. Compromisso com o que acontece dentro de sua própria cabeça e coração.
E isso assusta.
E esse é exatamente meu problema.

Chove, chove e chove.
E por mais que eu adore ficar sob a chuva, sentir minha camiseta encharcar-se, meus jeans pesarem com a água, nada disso faz sentido pra alguém que não seja eu.
Ou alguém que tenha alguma autenticidade de admitir isso, sinceramente, para mim, olhando no fundo de meus olhos.

Alguém autêntico não é facilmente percebível ao primeiro olhar, nem ao segundo, eu diria. Tenho minhas dúvidas se realmente já achei alguém assim, mas não vou desistir.
Por ora, levantarei minha balaclava, máscara ou capuz e esconderei tal autenticidade que assusta.
E, num futuro, talvez depois de chuvas, chuvas e mais chuvas talvez seja seguro deixar-se ser autêntico sob o sol de um dia qualquer...

Authenticum Sensum = Autêntico Sentimento