28.2.09

Fim de Férias.

Minha vida "normalmente" se passa num cenário universitário agitado e num centro urbano também movimentado [pra quem não sabe: Unicamp e Campinas]
E durante as férias costumo regressar à lentidão do interior de Minas [pra quem não sabe: Itajubá, sul de Minas]
Mas essas férias foram um pouco diferentes.

Durante alguns dias pude vivenciar a vida e cotidiano num ambiente diferente dos meus "normais". Fiquei por duas semanas na capital de Minas: Belo Horizonte.
Pra quem não conhece, BH tem uns 2 milhões de habitantes [o dobro de Campinas] e fica, mais ou menos, no centro do estado.
E, claro, BH é bem conhecida devido à vida noturna, bares, etc. Ou seja: tudo de bom dessa vida.
Como um amigo mineiro me fez bem em lembrar: "Já que Minas não tem mar, vamos pro bar".

Apesar de já estar acostumado à perambular pela cidade grande, não posso deixar de dizer como a movimentação urbana parece ser muito mais viva em BH.
Pra alguém agitado/hiperativo como eu, um lugar agitado é mais do que uma "casa". =P
Nem sei como explicar direito.
Acho que à medida que vamos nos conhecendo e conhecendo novos lugares, vamos percebendo e entendendo melhor como tudo funciona. E como nós nos sentimos melhor.
E nada como um lugar que tenha mais a ver com nós mesmos.

Além de ficar boa parte do tempo com meus primos pequenos [bancando um pouco de babá, mas é legal também! =D] também deu pra conhecer um pessoal muito fera e espero que nossos caminhos se cruzem novamente.
Férias vai acabando e já vai dando uma preguiça de voltar para as obrigações. Mas fazer o quê, né?
Logo, logo é férias de novo...

25.2.09

Mal Necessário

Desde meus tempos mais remotos, posso dizer que sempre detestei férias.
Odiava verão, férias, carnaval e afins.
Era uma época monótona de minha vida infante e teen... claro, uma fase.

Hoje, sei apreciar esse momento do terrível ciclo do ano que se repete [óbvio!] ano após ano.
Confesso que aprecio demais a monotonia.
É meio estranho admitir isso hoje, já que em alguns momentos ainda reclamo do tédio, mas tenho mentalizado demais [seria um mantra?] sobre a necessidade de haver esse tempo para a ocorrência do "Nada".
Claro que não aprendi isso do nada! ¬¬ [óbvio! 2!]

Quem me conhece sabe como sou agitado, quando era mais jovem [definitivamente estou velho xP] costumava surtar nos momentos de tédio [mesmo sem saber realmente o que era surtar!]
O tédio sempre foi uma coisa pela qual sempre despreendi muito tempo... quero dizer, sempre dediquei muito tempo ao extermínio do tédio, ou coisa parecida.
E claro, nunca tive sucesso. [óbvio! 3!]

Hoje já compreendo a "razão de ser" do tédio. Compreendo e concordo com sua existência.
Seria como um mal necessário, não?
Nada como dar um "break" da vida, ou das "coisas que acontecem normalmente na vida".
Férias pra mim, agora é isso.
Monotonia, tédio, o "nada" reinando.
[Mas claro, se der pra fazer alguma coisa com a galera, não fico com preguiça! ¬¬]

É. Férias.
Momentos em que aprecio muito toda essa monotonia, curto pra caramba o tédio e sou fã dos momentos em que o "nada" domina.
Os tempos mudam, hein?
xD

4.2.09

Um Sorriso

Um sorriso.

Um sorriso é sempre mais que um simples sorriso.
Um sorriso pode ser um convite.
Um sorriso na hora do flerte.
Um sorriso apenas por educação.

Um sorriso pode ser uma armadilha.
Um sorriso abre portas.
Um sorriso causa ciúmes.
Um sorriso pode enganar.

Um sorriso pode te fazer apaixonar.
Um sorriso pode marcar como ferro em brasa.
Um sorriso facilmente permanece na lembrança.
Afinal, um sorriso é a porção mais sincera de nós.

3.2.09

"Revolutionary Road"

Viver espontaneamente, fazendo o que se deseja ou viver planejadamente, buscando o melhor pra se e pra aqueles que se gosta. Dois caminhos que considero opostos. Dois caminhos que pode-se perceber em "Revolutionary Road", no Brasil com o título de "Apenas Um Sonho".

Só através do trailer já dá pra perceber que será um filme forte.
Não apenas na questão de relacionamentos amorosos, mas também na questão de como encarar a vida. Ao mesmo tempo em que vemos os person
agens aparentemente contentes, com suas vidas em ordem, sem passar necessidades e formando o casal com uma rotina feliz, vislumbramos a dor e a frustração de não viver a vida realmente almejada.
Os alegres e jovens Wheeler personificam a vida perfeita nos Estados Unidos da década de 1950, morando numa grande e bela casa, número 115, da tranquila Revolutionary Road.

"Só sei, April, que quero sentir as coisas. Senti-las de verdade. Não é uma boa ambição?" clama Frank [Leonardo DiCaprio] antes de se casar e ter seus filhos com April [Kate Winslet].
É surreal perceber como as pessoas podem mudar
com o tempo.
Ou como nós mesmos podemos mudar.

Confesso que a situação do casal me provoca um certo medo sobre esse estágio da vida, m
as ao mesmo tempo nos passa dicas de ações e atitudes que os personagens cometem e acabam por destruir a relação.
Ou seja, é mais ou menos como "aprender com os erros dos outros".


Outro ponto que se percebe durante boa parte do filme é o preconceito presente na sociedade da época. Apesar de serem vistos como os "alegres e jovens Wheeler", o sonho que pretendem realizar é encarado por todos como uma ilusão, algo irreal e inconcebível.
"Apenas um sonho", como sussura April em uma das cenas.

Além disso, mostra-se também o quanto a própria vida pode ser ilusória.
Afinal, se eles estivessem realmente felizes não é necessário mudança.
Mas ao admitir a infelicidade é impossível permanecer nessa ilusão.
E vale, praticamente, tudo pra se ver livre dela.


Destaco, por fim, algo um pouco fora do contexto sério. A trilha sonora.

Anos 50.
Um pouco de jazz, um pouco de blues and country e pode-se perceber um pouco mais de animação do desconhecido rock n' roll??
Acredito que sim.
Curto muito esse estilo.
Ainda mais naquele ambiente escuro de barzinho em que os jovens casais se encontram e afogam as mágoas.
Ambiente perfeito.

"Revolutionary Road"
é um filme pra se colocar no lugar daqueles dois.

Aprender a pesar o possível com o almejado. Perceber o que é real e o que está fora de nosso alcance.
Enfim, isso foi o que eu absorvi.
Além de tudo, nem se percebe nesse casal em profunda crise um resquício do enamorado casal de um certo Titanic de anos atrás.
É, ponto pros dois também.
=P

2.2.09

Só Solidão.

" When everything is lonely I can be my own best friend
I'll get a coffee and the paper, have my own conversations
with the sidewalk and the pigeons and my window reflection
" [Bright Eyes - Lua]

Incrível como os versos de algumas músicas se encaixam perfeitamente nos momentos de nossas vidas.
Tenho esse absurdo e esquisito gosto por fazer as coisas sozinho.
Ficar sozinho pra mim é algo essencial.
E parece até que depois que conheci Conor Oberst e seus Bright Eyes o negócio se complicou [ou se clareou?] pra mim.
Várias das canções tratam do lado mais triste da vida, e é meio que impossível pra muitos tratar disso deixando a solidão de fora.

Outra frase muito interessante pra esses tais momentos seria a célebre de Camões:
"É solitário andar por entre a gente
".
Esse poema todo é foda, mas essa parte pra mim é a melhor de todas.
O ser solitário que convive com todo mundo.

Partindo para coisas menos épicas, tenho outros versos que também exemplificam tal situação. Dessa vez podem me criticar por escolher tal banda, mas o 'Foda-se!' tá bem ligado.

"Só tristeza e solidão Vão ficar marcadas do coração Nisso eu te dou razão É impossível viver só Sorrindo" [Fresno - Onde Está?]


É, nem tenho mais o que dizer.
Esse lance de ficar sozinho já virou mania minha, sempre arranjo algo pra fazer sozinho e deixar as companhias que aparecem.
Não posso dizer que seja um hábito muito saudável,
Mas talvez seja só mais uma fase,
Ou eu tenha realmente me cansado da eterno jogo social da vida.

Jogo social foi podre.
Mas não achei outra expressão...
Foda-se!
xP