21.6.10

O Carvalho & O Capim

Há umas postagens atrás, falei de meu carrossel desgovernado.
Bem, não quero de jeito nenhum dizer que não gosto da agitação, do stress, da movimentação.
Por um lado, odeio muito o marasmo, o tédio. Aliás, tédio é algo que não conheço. Sempre, sempre mesmo, acho algo pra fazer.
Engraçado isso.

Acho que o problema do tal carrossel nem seja a velocidade com que ele têm girado, e sim a quantidade de coisas e pessoas que se acumulam dentro dele. Sei lá.
"Tudo tem limite", como dizem.
Sou daqueles que não consegue se desligar, então, até certo ponto, gosto muito da agitação infernal do fim do semestre. Porém, enquanto os demais sempre se arrastam durante todo o fim do semestre, eu sigo forte até determinado ponto, porque depois desse determinado ponto, eu acabo.
Capoto. Desligo. Acaba a força geral. E não religo, impossível.

Sempre que penso nisso, lembro de dois conceitos muito interessantes que aprendi há algum tempo: Resistência e Resiliência. E como exemplo [clássico, por assim dizer] teríamos o Carvalho e o Capim. Agora imaginem.
O Carvalho é forte, bem preso ao chão por robustas raízes, alto, imponente, etc e tal, enquanto o Capim é pequeno, com raízes curtas, mole, flexível, minúsculo, etc e tal.

Qualquer vento balança o Capim, de um lado para outro, o tempo todo, porém, resiliente, ele sempre volta à posição inicial. Enquanto o vento não faz o menor efeito sobre o Carvalho, que permanece de pé, resistente. Todo mundo já deve ter visto isso.
Agora, quando um temporal se aproxima, os ventos aumentam de intensidade, a chuva precipita impetuosamente e raios, invariavelmente, caem.
Qual deles sobrevive então? O Capim, claro. Resiliente.
Tempestades e grandes provações sempre derrubam os carvalhos, causando grandes prejuízos, enquanto o capim sempre permanece ali. Uma hora ou outra, com a devida força, os resistentes [carvalhos] sempre caem.

A lição disso tudo?

É, eu sou o Resistente. ["E você?" eu diria.. HAHA]
Resisto sempre com todas as forças aos obstáculos e tudo mais, às vezes por longos períodos, mas quando caio. Caio, de vez.
Enfim, já foi muito desse post. Conclusões nubladas e tempestuosas... HAHA
E você, resiliente ou resistente? =P

13.6.10

Fim de LOST :/

O fim veio e se foi e eu demorei a escrever algo sobre.
Fim de LOST, quero dizer... ^^/

Não quero de modo algum espalhar spoilers [quem me conhece sabe que odeio isso!] mas sentia, sabia, pressentia que eu devia escrever algo aqui no blog.
Tenho certeza que sou uma das poucas pessoas que conheço que curtiu tanto esse seriado.
E uma das mais poucas ainda que gostou do modo como tudo acabou.

No fundo, acho que eu já tinha uma certa convicção de que algo parecido ocorreria, nas temporadas anteriores cheguei a "prever" algumas coisas que aconteceram posteriormente e, por essa razão, o fim me chateava tanto.
Com o que iria gastar meu tempo de teorias e conspirações absurdas?!


Enfim, só queria deixar expresso em algum lugar além das minhas memórias o quanto Lost vai [e já está a] me fazer falta... =P

See you in another life, brotha!

4.6.10

Mais Um Ano

Por mais estranho que me possa parecer, chegar aos vinte-um não é tão diferente do que ter os vinte.
Sei lá, acho que já cheguei naquele ponto em que mal consigo separar como foi minha vida antes ou depois de tal idade...




O fato é que sentir os vinte-um me parece ser equivalente ao que venho sentindo normalmente. Nada anormal.

Como eu queria ter meus vinte-um anos desgarrados, perdido entre ruas de nomes desconhecidos e rostos não convidativos, mas sinceros.

Porque eu sempre busquei, depois dessas mais de duas décadas de vida, as coisas que, no fundo, eu já devia saber que não poderia ou conseguiria ter.
Parece ter sido mesmo apenas o sofrimento por si só.


E pronto.

Às vistas ao redor busco algo mais. Mas nem mesmo me encontro na maior parte das vezes.
Tento guiar-me dentro da escuridão enquanto a luz continua a cegar lá fora.


Recolher-me aqui dentro deve ser a melhor opção, pelo menos por ora.
Já foram mais de duas décadas caçando algo que eu já devia saber, no fundo, que seria muito difícil, quase impossível de encontrar.
Por vezes, pensei ter encontrado, mas era tolice. Doce ilusão que só me empurrou mais fundo e adiante nessa busca insensata por algo desconhecido.

Garanto a mim mesmo que nada mais vai acontecer.


Prometo. Cumpro.
Mas as coisas demorar a mudar, ou nem mudam, vai saber...
Eu queria poder ter a certeza de que as coisas se acertariam de algum modo, garantir que a quantidade de esforço despreendido, me fosse retornado.
Ter a certeza de que as coisas e pessoas pelas quais me dedico são realmente o melhor pra mim.
Porém, tudo o que tenho é a incerteza. Odeio a incerteza.





Mais um ano passado e o passado ainda parece ter que me ensinar algo que me recuso a aprender.


Depois de mais de duas décadas vivendo uma vida que sempre pareceu escrita pra outro alguém, no fundo, eu já devia saber que o melhor sempre ainda está por vir.

Assim como o pior.
Assim como o desconhecido.
E no fim, só me resta seguir mesmo... ^^/