26.6.08

Uma Mudança.

Nesses últimos dias na facul, resolvi regularizar toda a papelada do remanejamento interno de curso. Pois é, estou mesmo mudando de curso e parte de mim nem acredita que estou fazendo isso.
Não estou assim realmente confiante de estar fazendo a coisa certa, mas como me conheço, sei que nunca estarei realmente certo disso. Esse pobre coração cheio de indecisão!
No balcão da Diretoria Acadêmica [mais conhecida como DAC] uma última provação me foi colocada pelo destino. O cara que me atendeu, ao receber minha ficha, comentou indiscretamente ao saber da eterna situação Geografia-&-Geologia: “Eh, viu que é mais importante ser feliz do que ganhar dinheiro?”.
Fiquei de certo modo atônito, mas logo ele se explicou dizendo que fazia Geografia e que sim, era possível ganhar dinheiro fazendo esse curso. Nada novo pra mim, claro.
Toda essa história de não ganhar dinheiro fazendo Geografia, às vezes, me enche o saco. E discutir sobre isso me enche mais ainda, então não falarei sobre aqui. =P
Bom, é isso... Semestre que vem, novo curso, e acho que mais próximo do que quero pra minha vida. Certeza.
xD

25.6.08

Momentos Solitários.





Tá, duas coisas eu admito: primeiro, eu gosto muito de tirar fotos nesses lugares; segundo, eu gosto mesmo de ficar sozinho.
É, eu tirei (ou melhor: pedi pra tirarem) essas fotos de mim porque elas demonstram um pouco de como eu gosto de encarar à mim e à vida.
Sim, meio autista por opção (minha e dos outros também) e muito, muito reflexivo, apesar de ser muito impulsivo também... =/
Esse jeito de não se importar e até apreciar ficar sozinho é algo que eu, com certeza, não trocaria por nada. Posso até estar ferrado da vida e cheio de problemas, mas só de conseguir ficar sozinho e pensar, já me é um alívio...
Bom, aproveitem e dêem uma olhada nessas paisagens nas fotos... Coisa surreal de tão perfeita, não?

23.6.08

O Garoto Que Não Sabia Perdoar.

Era uma vez um mundo muito distante. E era uma vez um garoto.
Era um garoto comum que gostava de ouvir música e ir ao cinema, que gostava de ler e escrever histórias, e que adorava séries de TV e conhecer novas pessoas. O único grande problema nesse garoto era que ele não sabia perdoar.
Ele tinha um ar adorável com as pessoas, uma boa educação, bons gestos e até gostava de ajudar as pessoas. Porém, apesar de tudo isso, ele tinha essa característica singular: não sabia perdoar.
O pobre garoto sempre que se deparava com uma decepção ou ilusão provocada por outra pessoa, se fechava em sua mente, seu mundo particular, e lá ficava não determinado a deixar aquele fato ser esquecido.
Não que ele demonstrasse tudo isso, não, o tal garoto nunca demonstrava sua irritação ou mesmo decepção ou sofrimento. Ás vezes parecia não sentir realmente nada e muitas vezes o próprio garoto se convencia disso. “O frígido e insensível ser de coração frio”, diziam os outros. Mas isso pouco importava para ele. Ou ele achava que não.
Muitos amigos ele havia perdido e muitas oportunidades tinham se dissipado por causa daquele fato e mesmo que muitos dissessem o contrário, aquilo não era culpa dele.
Realmente não era culpa do garoto.
Seu passado havia lhe ensinado a ser daquele jeito. À duras penas, é verdade, mas o garoto havia magnificamente aprendido a lição. As pessoas de seu passado condenaram-no a ser aquilo que era. “Maldito seja o passado!", pensava o garoto sem saber se realmente sentia aquilo.
Mas nem tudo estava acabado par
a aquele garoto. Certo dia ele entrou em outro mundo e encontrou novas pessoas. Entre essas outras pessoas, havia algumas iguais as que ele encontrava em seu mundo, outras semelhantes as que ele conhecia e outras totalmente diferentes de tudo que ele já havia encontrado.
As regras eram diferentes nesse mundo e como um novo amigo lhe disse: “Nesse mundo, todos têm uma segunda chance, desde que estejam dispostos a tentar”. E o garoto talvez estivesse. Não poderia dizer com certeza, mas algo nele lhe instigava a tentar ser diferente, ao mesmo tempo em que parte dele insistia em permanecer o mesmo de sempre.
Essa dúvida em sua mente, nunca cessou e duvido que um dia cessará, mas ao menos agora, nesse novo mundo a explorar, talvez o garoto pudesse ao menos aprender a perdoar, e a fazer tantas outras coisas que não sabia fazer em seu mundo.

13.6.08

Para Caminharmos.


Existe um lugar, de coordenadas desconhecidas e onde o GPS não funciona, que podemos sonhar sem ter medo das críticas alheias.
Um lugar onde não precisamos clamar por uma justiça inoperante.
Em que todos têm o que precisam e nada é gasto só pelo simples fato de se gastar.
Claro, esse lugar existe, mas apenas em nossas mentes e divagações mais profundas.
Lembro-me muito bem de uma certa frase que reflete muito bem toda essa idéia de utopia:
"Toda vez que damos um passo em direção à utopia, ela caminha dois passos à nossa frente. Então pra que serve a utopia? Para caminharmos."
Não sei ao certo quanto às outras pessoas, mas essa frase acende algo dentro de minha mente.
Estamos todos aqui para caminharmos. Não para sermos felizes, para trabalharmos e ganharmos dinheiro, nem pra encontrarmos o amor de nossas vidas, ou os amigos mais legais do mundo.
Estamos todos aqui caminhando, caminhando pra viver e cada vez melhor, claro...
Ah vou ficar por aqui porque já estou me alongando e me confundindo em assuntos profundos demais, e parece que ainda não sei nadar muito bem nessas águas profundas.
Não me perguntem o porquê da foto. Tirei-a num momento de descanso e de um pôr-do-sol incrível.
Belas imagens pra se falar de belas idéias. xD

12.6.08

A Experiência


Íncrivel. Simplesmente incrível.
Acho que sou meio que tarado por céus.
Tenho várias fotos de diversos ângulos e posições. Cores e sombras. Infinidade e contenção por uma janela.
É, realmente sou muito encanado com céus.
Essa foto aí foi do último dia da viagem de campo para o Paraná, antes do busão fazer o pseudo-retorno para um posto de gasolina. xD
Fim do dia, todo mundo cansado mas muito realizado, certeza.
Íncrivel.
Era só olhar pro céu e refletir sobre essa puta experiência que tivemos num dos únicos feriados do ano. Valeu, com certeza, valeu a pena cursar Sedimentologia.
[Que eu passe bem na disciplina agora...] xD

10.6.08

Easy, Lucky or Free



Uma música simples e uma letra... nem tanto.
Mais uma música do Bright Eyes que me vicioou. xD
Já vai com a tradução que eu fiz porque não tinha traduzida na net.

Easy/Lucky/Free – Bright Eyes


Did it all get real? I guess it's real enough

Tudo já se tornou real? Acho que é real o suficiente
They got refrigerators full of blood
Eles têm seus refrigeradores cheios de sangue
Another century spent pointing guns
E outro século se passou, apontando-se armas
At anything that moves

Para qualquer coisa que se movesse
Sometimes I worry that I've lost the plot
Às vezes eu me preocupo por ter perdido o enredo
My twitching muscles tease my flipping thoughts
Meus músculos contraídos implicam com meus pensamentos jogados
I never really dreamed of heaven much
Eu nunca sonhei muito sobre o paraíso
Until we put him in the ground
Até que nós o colocamos aqui no chão

But it's all I'm doing now
Mas tudo que estou fazendo agora
Listening for patterns in the sound
Procurando ouvir padrões nesse som
Of an endless static sea
Do interminável e estático mar
But once the satellite's deceased

Mas depois que o satélite foi desativado
It blows like garbage through the streets
Ele se espalhou como lixo pelas ruas
Of the night sky to infinity
Do céu noturno para o infinito

But don't you weep (don't you weep for them)
Mas não chore (não chore por eles)
Don't you weep (don't you weep)
Não chore (não chore)
There is nothing as lucky
Não há nada que venha por sorte
Honey, don't you weep (don't you weep for them)

Querido, não chore (não chore por eles)
Don't you weep (don't you weep)
Não chore (não chore)
There is nothing as lucky, as easy, or free
Não há nada que venha por sorte, tão fácil ou de graça

Don't be a criminal in this police state
Não seja um criminoso nesse estato policial
You better shop and eat and procreate
É melhor você comprar e comer e procriar
You got vacation days then you might escape

Você tem seus dias de férias em que você pode escapar
To a condo on the coast
Para um condomínio no litoral

I set my watch to the atomic clock
Eu arrumo meu relógio de acordo com o relógio atômico
I hear the crowd count down til the bomb gets dropped
Eu ouço a multidão na contagem regressiva para que a bomba seja lançada
I always figured there'd be time enough
Eu sempre contei que haveria tempo o suficiente
I never let it get me down
E nunca deixaria que isso me deixasse pra baixo

But I can't help it now
Mas não posso evitar agora
Looking for faces in the clouds
Olhando para rostos nas nuvens
I got some friends I barely see
Eu tenho alguns amigos que raramente vejo
But we're all planning to meet
Mas todos nós estamos planejando nos encontrar
We'll lay in bags as dead as leaves

E caíremos todos tão mortos como folhas no chão
All together for eternity
Todos juntos pela eternidade

But don't you weep (don't you weep for them)
Mas não chore (não chore por eles)
Don't you weep (don't you weep)
Não chore (não chore)
There is no one as lucky
Não há ninguém que venha por sorte
Honey, don't you weep (don't you weep for them)
Querido, não chore (não chore por eles)
Don't you weep (don't you weep)
Não chore (não chore)
There is nothing as lucky, as easy, or free
Não há nada que venha por sorte, tão fácil ou de graça

4.6.08

Dezenove - 19, Um-mais-Nove.

É, amanhã, um ano mais velho. E parece que foi ontem que fiz 17, ou 18 anos. Mas o tempo passa rápido e daqui a pouco já to com 20. xP
É sempre nesses dias que a minha mente parece trabalhar em excesso.
Ficar velho sempre me remete a refletir se o tempo que têm passado têm sido bem aproveitado. E como na maioria das vezes, perco mais tempo do que deveria fazendo isso.
Parece que foi há alguns dias atrás que entrei no colegial e tive medo de como tudo seria naquele ambiente recém conhecido, com pessoas quase que totalmente desconhecidas, e com uma pseudo-imagem totalmente deturpada sobre o que era "O Colegial".
O tempo passou mais um pouco e logo aquele estranho colégio virou minha segunda casa, aqueles estranhos indivíduos tornaram-se meus amigos e todo aquele mito sobre o novo período tinha se desfeito, afinal, o tal do "Colegial" foi uma época maravilhosa.
Pouco depois, entrei no técnico e conheci uma galera que era mais parecida comigo e, portanto, a amizade surgiu e cresceu logo. Os pensamentos se sobrepunham às palavras e parecia que compartilhávamos um mundo à parte, afinal, na época, éramos os mestre da eletroeletrônica. xD
Como tudo sempre acaba e um ciclo sempre dá espaço pra outro, logo os tempos de colegial e técnico acabaram e uma saudade enorme tomou conta de tudo. Mas não tive a temporada chamada "O Cursinho", do qual ouvi muitas coisas interessantes posteriormente.
Não, depois que os tempos de colegial terminaram, um certo monstro temível chamado "O Vestibular" foi com a minha cara e me deu duas escolhas, me fazendo esquecer totalmente daquele tal "cursinho".
Pois então, eu poderia ficar em minha cidade e virar um administrador, ou ir pra um mundo chamado Unicamp e tentar ser um tal "cientista da terra".
É, escolhi a segunda opção. Fui pra um outro mundo, mas mantive o contato com muitas almas que me fizeram e me faziam bem em casa.
Um mundo novo se abriu, conheci outras pessoas muito mais diferentes, lugares muito mais estranhos e minha mente pareceu se contorcer à quantidade de conhecimento e experiências que aconteciam. Muito bom, muito singular. A liberdade me fazia um cafuné enquanto estudava placas tectônicas e efeitos da urbanização sobre o meio ambiente.
E nesse mundo estrangeiro, conheci outros ainda mais parecidos comigo, que compartilhavam os mesmos sonhos, os mesmos gostos e medos, as mesmas personalidades e jeitos de ver a vida e as pessoas.
E então, novos amigos apareceram. Na intensidade de tudo que acontecia por aqui, mais de um ano já se passou e as coisas têm se desenrolado de maneiras diversas e muito proveitosas. Parece até que aprendi a viver, aprendi a levar a vida do meu jeito sem precisar pedir orientação ou permissão, ou coisa parecida.
Dezenove anos, e ainda me sinto e muitas vezes ajo como uma criança, que só quer correr atrás do que acha certo ou do que mais gosta no momento. Um verdadeiro doido impulsivo que vara noites escrevendo e postando fotos surreais e se acha parecido com o Teco.
Dezenove anos, e que mais estejam por vir, pois agora que sei como a vida funciona, parece que não quero deixar desperdiçar mais nem um momento.
^^/