27.6.09

movimento. e evolução.

Olhos vidrados. Cabeça baixa. Boca seca.
Respiração ritmando sob seu peito.
Ouvidos ocupados com o mp3.

O pensamento frenético. O mesmo pensamento recorrente.
A mesma assombração a atuar.
Um diferente sentimento a vingar.
Ou apenas um novo jeito de se visualizar.

Passos rápidos. Conversas triviais.
Letras passam pelo olhar. Avisos surgem do nada.
Mas não permanecem.
A mente voa.

Um aperto na garganta.
Uma troca de olhar. Um desconforto no ar.
Palavras definem o mais difícil.
E então, é hora do tempo agir.

E ao mesmo tempo surgem o novo e a lição de outrora.
O tempo atrasado parece se corrigir.
E através do destino se concilia numa perfeita harmonia.
Harmonia que parecia extinta.
Mas que se desvela e brilha em meio à confusão do presente.

25.6.09

U N K NO W N

Destino é algo que você sente.
Os sinais aparecem em sua frente e você os enxerga e interpreta, se quiser.
Ou se conseguir vê-los. Ou se acreditar que eles podem estar ali.

O desconhecido gere nosso mundo
e as poucas coisas que nos fazem sentido estão muito próximos de nós.
Ou melhor, apenas dentro de nossas mentes.
Um grão de areia de sapiência no meio de um deserto da mais pura ignorância.

Karma pode-se dizer também.
A insistência dos fatos te guiarem sempre pra um ponto convergente.
Ou pra um caminho delimitado.

Fato é que o destino está ali.
Se você não o enxerga, não pode desfrutá-lo
e poderá ficar com seu bom e velho livre-arbítrio e seu vigilante subconsciente.


~~ Como sempre, as coisas mal fazem sentido por aqui nesse blog,
mas o fato é que o sentido depende do seu ponto de referência,
então no meu ponto de referência, tais palavras encaixam-se de um modo mais que perfeito
e apesar de tudo de ruim que possa acontecer ou estar acontecendo,
chuto tudo pra cima e boto minhas fichas nesse troço chamado destino.
Mesmo sendo intangível, invisível e totalmente subjetivo. ~~
xP

23.6.09

Irreal

É irreal sentir uma dor que você julgava extinta.
É irreal encarar o futuro sem a perspectiva de seu passado.
É irreal se colocar no lugar de outro quando nem mesmo como nós mesmo conseguimos fazer o que é certo.
É irreal possuir tais sentimentos inúteis que possuem uma vida útil curta e descartável.
Irreal.
Irreal pensar que as coisas sempre acabam bem.
Irreal acreditar em algo bom quando o mundo se despedaça em suas mãos.
Mesmo que esse momento já tenha ocorrido mas você não tenha tido forças para reerguer algo qualquer.
Irreal sentir um aperto no peito por algo que já está morto.
Irreal dizer que o tempo cura tudo antes que o tempo aja por algum tempo.
Irreal pensar que a felicidade é algo alcançável.
Irreal pensar no futuro e denegrir o presente.
Irreal pensar no passado e esquecer do presente.
Irreal não viver o presente.

20.6.09

Kooks!

19 de junho, São Paulo. Show do The Kooks.

Posso dizer que foi uma das melhores e mais agitadas noites da minha vida, sem a menor dúvida.
Um show espetacular. Um set list perfeito.
Quando conheci os Kooks há uns dois anos atrás não poderia dizer que eles seriam o primeiro show que presenciaria, e muito menos que seria um show que curtiria absurdamente do jeito que curti.

Como eu já disse, um set list incrivel, perfeito mesmo.
Com "Ooh La", "Naïve" e "Shine On", principalmente, foi possível ouvir o imenso coro de vozes acompanhando o vocal de Luke.
"Do You Wanna" fez a galera pegar fogo e a sombra das moças dançando deu um ar surreal à música. xD

Além dessas, "Sway" e "Stormy Weather" me impressionaram pessoalmente. Minhas preferidas com grande destaque! Mal acreditei quando estava lá ouvindo-as ao vivo!
Nos setlists anteriores elas não constavam e eu evitei de procurar o setlist brasileiro, afinal, gosto de surpresas. =P
E tive das grandes!!

"Seaside" à pedido do público, fez a casa vir abaixo.
Coisa de louco mesmo. A mais foda, de longe.
Em "Rainbow" e "Princess Of My Mind" a apresentação foi mais sussa, muita gente parecia que nem conhecia essas duas.
E no lugar em que eu estava, eu era um dos poucos que cantou junto. xD

Já no fim, com "See The Sun" e "Sofa Song", tanto o público quanto os próprios Kooks pareciam ter se empolgado além do limite esperado, chegando ao ponto do Luke avançar sobre a platéia vip e ser puxado de volta pelo segurança. =P
Depois disso, devido toda a agitação ainda levou um tombo no palco.
Nada de mais, claro. Mas foi memorável.
Grande Noite!

Foi tudo muito rápido. Passou muito rápido.
Podiam ter tocado a discografia toda né? Dois cds, e o público iria à loucura, definitivamente, mais do que já estava. hahaha

Depois do show, na companhia do Rafa', ainda andamos pela grande metrópole paulistana [até um ponto de ônibus xD] e fomos pra um bar/balada absurdamente interessante.
Ambiente muito estiloso, músicas de nosso gosto e, claro, uma cervejinha esperta.
Ainda volto naquele lugar!

Mais do que nunca tô gostando de São Paulo!

18.6.09

Addicted

Ha, a pior coisa que existe é acordar sentindo-se mal.
Pior ainda é se o sentir incluir características de ressaca.
E mais pior ainda [se ainda é possível] se você não tiver bebido nada na noite anterior.


Dizem que deve ser cansaço, e acredito que tenho que concordar.

Provavelmente é a luz de notebook que ainda não estou acostumado, ou talvez sejam as exaustivas horas no pc haha xD

Esse vício tá demais já, nesses dias em que comer e dormir deixam de existir e só se dedica tempo à essa atividade viciante.

É, tá crítico o negócio.
Relegando tudo pro segundo plano pra ter essas horas nas quais fico ali sentado.

Tá na hora de dar um jeito nisso, né...
Infelizmente. Ou não. =P

Amanhã tem The Kooks!! Meu evento mega-blaster esperado! xD

12.6.09

Casamento . [ponto]

Semana passada, fui num casamento.
Casamentos são eventos singulares. Assim como festas de aniversários são datas que são pontualmente definidas para um propósito pré-definido.

São datas em que parentes, amigos, muitos conhecidos e [diversas vezes] inúmeros penetras desconhecidos, surgem e se juntam para o tal evento: matrimônio.

Tal palavra atiça a mente das pessoas de diversas formas, desde aquelas mentes sonhadoras [especialmente femininas] que idealizam todo aqueles espetáculo, até aquelas idéias de fugas mirabolantes e total aversão à esse acontecimento.

Na ocasião do casamento que fui, estava eu, com a mente totalmente viajante, mesclando a tal cerimônia da igreja com diversos pensamentos esvoaçantes dentro da cabeça.

Lembro-me de como o tal padre falava, e alto.
E eu agradecia por ter me posicionado bem longe das caixas de som. Afinal, se vai falar alto, pra que microfone, né?

Quando os padrinhos, o noivo e a noiva entraram, foi a vez de eu me perceber notando a trilha sonora do evento.

Bela trilha sonora, por assim dizer.
Quem se lembra de
"Can you feel the love tonight" com Simba e Nala namorando no lago da floresta? [Enquanto Timão e Pumba observavam tudo de dentro do mato xD]
Marcante essa cena né? Pelo menos pra mim sempre foi.

Além dessa, uma outra clássica, foi
"She", do também clássico filme "Notting Hill". Falar o que mais né?
Pra variar, enquanto as músicas rolavam, percebi que as músicas perfeitas pra tal momento, pra mim, seriam:
Perfect Sonnet do Bright Eyes, Bittersweet Symphony do The Verve e do HallelujahJeff Buckley.
Não dá pra explicar a escolha.
Essas coisas simplesmente
se sente.

Enfim, uma das partes do evento que mais me prendeu a atenção foi quando o discurso desenhou-se na direção de um assunto que sempre insisto em discutir: destino.
O encontro, o amor entre os noivos estava, de acordo com o discurso do padre, realmente, predestinado por Deus.
Um destino infalível que faria o noivo se casar com a noiva.
Duas pessoas destinadas.
E ponto.

Isso reaviva muitas discussões que tenho mais do que a freqüência normal por aí haha

A tal
inevitabilidade do amor também não ficou de fora dos comentários do sacerdote, a tal força que "pode" tudo contra tudo.
Nada é maior que o amor blah blah blah

Não que seja totalmente insensível de minha parte, mas toda essa
megalomania me parece exagerada e, por certas vezes, falsa.

Enfim, creio estar falando sobre coisas que não conheço profundamente...

Pra terminar, casamentos, além de terem o poder de te fazer pensar nisso tudo, também te oferecem uma oportunidade de ir numa
festa.
E isso deve ser o fator mais considerado por boa parte dos convidados...

No fim da festa, só me resta uma pergunta na mente inquieta:
Quem será o primeiro dos meus amigos a casar pra eu poder ir em outra festa, hein? =P

10.6.09

LOST, pra variar...

Através das noites com a demora usual pra dormir, o excesso de pensamentos torna-se minha companhia impossível de deixar de lado e, numa delas, creio que finalmente descobri porque gosto tanto de LOST.

É pelo fato de todos aqueles personagens viverem sempre pelo presente, tendo que abrir mão de seu passado [libertando-se também de sua influência] e desconhecendo totalmente o futuro.
Futuro esse totalmente incógnito para a maioria, e é essa incerteza que move algumas pessoas ao mesmo tempo que aterroriza outros.

De modo geral acabo por sempre lembrar de uma frase que Ben Linus disse para John Locke na temporada 4: Destiny is a fickle bitch.

Um lugar paradisíaco e realmente assustador. Mas que, conhecendo-se a si mesmo, descobre-se que tudo pode e vai dar certo.

Um lugar isolado de todo o resto do mundo, uma
ILHA, na qual a única coisa que se importa é o que você é.

E não sua profissão, o que veste, o que usa ou compra, ou quanto dinheiro tem.

Apenas você mesmo.


Seus valores.
Suas qualidades, defeitos e atitudes.


Viver.
Apenas sobreviver.

Mais do que nunca queria estar naquele lugar.

5.6.09

20 - Duas Décadas

Muita coisa muda em vinte anos.
Cidades surgem; árvores alcançam alturas consideráveis; continentes se movem alguns centímetros; toda uma geração deixa de existir, e dá espaço à outra; a luz percorre ínfimo espaço através do universo; ideais nascem e morrem; personagens ficam eternizados na História.
Vinte anos são [pra não deixar de usar clichês] uma vida.

É quase como um costume refletir sobre a própria vida nos dias de aniversário, mas acho que na realidade, nem preciso mais disso.
De uns tempos pra cá, as coisas têm seguido de uma forma tão rápida, que parar pra se refletir sobre o passado te faz perder tempo no que poderia estar sendo feito no presente.
Não que eu tenha deixado de pensar no passado! Longe de mim... mas o fato é que me prendo bem menos à ele agora.

Alguns meses antes de chegar à data fatídica dos "vinte", lembro-me de ter reclamado muito à respeito com alguns amigos. O fato da roda do tempo ameaçar à todos e como estamos reagindo quanto à isso, sempre atormenta nossas cabeças e comigo não foi nem um pouco diferente.
Mas, pra minha sorte, tô lidando muito bem com a idéia de entrar em uma nova década.
Ao mesmo tempo em que "todos" esses vinte anos parecem não ter servido de nada e não se concretizarem em nenhum progresso visível, sinto que esses "poucos" vinte anos já me proporcionaram situações e momentos incríveis e marcadamente memoráveis.

Uma das coisas que considero mais importante, em todo esse "seriado" da minha vida, é o fato de eu finalmente me posicionar como sendo o "personagem principal" dela. Às vezes, determinadas épocas de nossas vidas nos fazem esquecer disso e desde que "me toquei" disso, tenho dado o meu máximo para permanecer sendo o "centro do meu mundo".
Sei lá, não consigo expressar isso inteligivelmente através de palavras.
Talvez alguém entenda [ou não].

Enfim... 20 anos, quem diria, hein?