25.8.10

Sobre Lapsos do Espaço-Tempo

Parece que o espaço-tempo para, ou se acelera, impedindo que o presente fique claro e nítido o suficiente. Porque ao visualizar o futuro, totalmente nublado, percebe-se a falta de algo que o conecte ao presente que se constrói no aqui e no agora.
Os caminhos que percorremos agora nos levam à realidade de algo que desconhecemos mas que, um dia, se tornará o presente.

De tempos em tempos, a vida parece parar e as coisas todas que te aconteceram, listam-se à sua frente.
As coisas boas e ruins.
Pra se saber o que é bom repetir no futuro, e o que é melhor deletar e nunca mais tentar.


Como aqueles fins de temporada de seriados.

Momentos decisivos de alguns personagens que amamos, odiamos e conhecemos a vida de trás pra frente e sempre nos surpreendem.
Fins de temporada vêm e vão com uma certeza de que haverá uma próxima temporada a se esperar, porém, afinal, sempre existe um novo começo.


Sempre existe uma nova temporada.

Os cenários e personagens quase sempre mudam, mas a história em si mantém-se na direção de um próximo amanhecer.
Às vezes, parece que vejo a mim mesmo como se há quatro, cinco temporadas fosse uma outra pessoa, com conceitos e ideais deturpados e totalmente diferentes do que existe hoje.
Isso me assusta.


O quanto sou diferente do que fui e o quanto mudarei daqui a alguns períodos adiante?

Enquanto tantas pessoas exaltam sua essência, seu caráter, me perco em características mutáveis que me impedem de definir o que se mantém em mim, tempo após tempo.
Tempo este que se esvai, vai e volta, nesses lapsos de pensamento em que tudo isso parece entrar de uma vez só dentro da cabeça.
Tensos lapsos do espaço-tempo.

15.8.10

Distração

Acho que desenvolvi um certo problema de atenção.

Tipo aquelas criancinhas com DDA [distúrbio déficit de atenção] que ficam alheias ao mundo [diga-se aulas] acontecendo ao redor.
Se bem que, não duvido que seja apenas um método [simples e cruel] que minha mente desenvolveu para evitar que eu continue fazendo 587668 coisas ao mesmo tempo, como eu me acostumei tanto a fazer. Já não foram poucas vezes que me surpreendi sem conseguir digitar e falar ao mesmo tempo, e isso me preocupa.

Se bem que é importante frisar que sempre fui do tipo "distraído", mas acho que evolui para um nível acima e, bom, difícil dizer...
Enquanto o semestre, ainda no começo, vai acelerando em direção à um número recorde de aulas, parece que a tendência das coisas é ficar cada vez mais complicadas e o tempo escasso fica fugindo das coisas que temos prazer em perder tempo.
Ou ganhar tempo, o que seria mais certo de dizer...


Vamos ver o que será da minha distração quando as coisas apertarem e será mais do que necessário fazer trocentas coisas ao mesmo tempo...

Quem sabe são os altos índices de stress, né? =P

2.8.10

Ventos Sob a Mente

Ventos de 200km/h zumbem dentro da minha cabeça misturando as "coisas-fora-do-lugar" com as "coisas-sem-lugar-definido" na confusão da minha mente. Quando o que preciso é de uma certa calmaria, dá pra sentir tudo se debatendo, buscando um turbilhão incontrolável e independente da minha vontade.

A consciência de que você tem certeza que não feriu ninguém e ninguém mais te feriu deveria ser algo reconfortante, mas não é. Algo que havia buscado à tantos custos e que no fim parece ser inútil. Seu coração e sua mente podem estar "bem", podem estar funcionando nos parâmetros básicos, podem estar dentro dos eixos, mas algo simplesmente está fora do lugar.

O lado bom de se sentir tão desligado de tudo e todos é que sua mente age como se fosse totalmente livre. Os pensamentos desprendem-se de conceitos determinados e você simplesmente existe, dentro e fora de sua mente, do modo que melhor desejar.
Tais ventos deslocam-se, de um lado para outro, fazendo os pensamentos flutuarem a esmo, em ondas desconhecidas mas libertas.
Ah, às vezes âncoras são mais do que necessárias...