18.7.08

A Ilha

Uma ilha pode ter diversos significados. E com certeza é encarada de diferentes maneiras por cada um.
Só a experiência de se estar numa ilha pode nos dar a verdadeira realidade do que aquilo representa para nós.
Em um dia do ano passado tive o privilégio de pisar em uma ilha. A Ilha Anchieta, no litoral paulista.
Foi um dia inesquecível. Chegamos de barco [óbvio] logo de manhã, lá estavam uns quarenta e poucos estudantes e mais uns cinco professores, todos dentro daquele barco. Agora posso dizer que aquele barco não parecia muito "confiável", mas agora não importa mais. Atravessamos o mar, partindo de Ubatuba com destino à tal "Ilha" como estávamos chamando-a, visivelmente eufóricos, diga-se de passagem.
Com seus martelos e cadernetas à mão, aquele bando de estudantes da Unicamp desembarcaram na ilha e logo foram levados por alguns guias turísticos à conhecer os prédios e a história da ilha.
História fascinante, macabra mas fascinante. Toda aquela realidade da ilha ser utilizada como prisão e como em um certo momento uma violenta rebelião libertou ou matou quase todos que viviam na ilha. Macabro mesmo.
Ouvimos também inúmeras histórias sobre os presos e os subseqüentes casos da aura sobrenatural que envolvia aquelas ruínas.
Realmente aquelas ruínas eram mesmo fantasmagóricas, mas mesmo assim: fascinantes.
Depois disso, fomos visitar as praias da ilha, claro. E só então pudemos vivenciar como É uma ilha deserta.
Encarar toda uma praia vazia e vislumbrar o mar infinito é uma sensação indescritível, que eu, tolo, tento transmitir à esse blog.
A grande certeza ao caminharmos por aquelas praias é que ao fim de uma delas, outras se estendiam e se tivéssemos tempo de percorrer uma após a outra, estávamos certos que chegaríamos ao mesmo lugar. E isso, era uma sensação maravilhosa.
Nada se compara ao fato de se estar em um lugar em que só você pode estar. É algo que remete, pelo menos pra mim, à uma perfeita metáfora simétrica à nossa própria mente.
Quem nunca desejou ser uma ilha por uns tempos? Se desprender de todo o "continente" de todas as outras pessoas do mundo para se recolher ao "seu mundo" com objetivo de reflexão ou algo parecido?
Claro, pra um cara lostmaníaco que nem eu, ir à uma ilha quase me fez ter um ataque de excitação... ¬¬
Bom, acho que já falei demais já...
Pra terminar tem algumas fotos da nossa "expedição". A primeira mostra nosso barco e a chegada à ilha; a segunda mostra um pouco das praias desertas que encontramos, e a última é das ruínas da antiga prisão insular.
É isso ae, até a próxima "viagem" que minha mente resolver postar aqui... xD







17.7.08

Puxando As Cordas Do Destino E Da Realidade

Bom, quanto tempo longe desse blog...
Enquanto as férias passavam, e ainda passam, um bonde de mudanças acontecem e são anunciadas e vistas no horizonte não tão longínquo.
Pra começar, finalmente parece que estou entrando no curso certo pra mim, ou pelo menos me parece no presente momento.
É, tá sendo meio difícil mas nada que não se resolva com o tempo e com algumas conversas e brigas contínuas com o que aparecer no caminho. xD
Pra continuar, deixarei de morar em minha cidade de Minas pra ir morar na capital de Minas.
É, deixar a cidadezinha que tanto reclamei mas que às vezes sinto tanta saudade por causa da minha turma de amigos e talz é foda. Vai saber como vou ficar indo pra lá de agora em diante, mas como já disse antes, só o tempo dirá. E pior pra mim se ficar lucubrando isso...
Em tempos como esses me lembro de um personagem não muito famoso dos X-Men. James Braddock, o irmão mais velho e louco de Betsy, a Psylocke.
Ele é um dos meus favoritos [tá, eu tenho muitos favoritos ¬¬] e seu poder é "simplesmente" controlar as cordas quânticas que controlam a realidade. Algo como ter a mão de Deus sobre o tempo e espaço, vida e morte.
Tá, admito mesmo que seria muito bom ter um "talento" desses pra poder dar um jeito nessa vida que se torna tão destrambelhada de tempos em tempo...
Mas como não é possível [será que não?] e Jamie já morreu nas histórias da HQ [mas com certeza volta...] o jeito é esperar e esperar que tudo se acerte.
E claro ajudar para que tudo se acerte mesmo.

1.7.08

Férias!

Entrando de férias. Voltando pra casa. Rever os amigos e família. Ficar sem net diária.
É essa última parte é a pior, mas nada que seja terrivelmente ruim... hehehehe

Nada como dias seguidos de ócio pra esquecer tudo de ruim que rolou no semestre e sedimentar [oh não!] muito bem as boas recordações dessa temporada.
Decepções e ilusões surgiram e se foram enquanto que boas amizades surgiram e estão ficando.
Antigos hábitos não se configuram mais na vida cotidiana e antigos rostos não simbolizam mais o significado do passado.
A roda do tempo não pára, nem fudendo... Os acertos e erros cometidos não podem ser vistos novamente num replay.
O que dá pra fazer é aprender com esses erros e ir se prevenindo para o futuro e quem sabe fazer uma realidade melhor do que a que nos precede.

Bom, pararei com as divagações e me prepararei para as tão aguardadas férias de julho...
Engraçado é que até antes de entrar na facul eu odiava férias. Sei lá, eu achava que era um tédio, com nada pra fazer e talz.
Na verdade é isso mesmo, mas a diferença é que agora EU gosto e preciso desse tédio pra ficar bem... xD

Boas férias pra todo mundo!_!

26.6.08

Uma Mudança.

Nesses últimos dias na facul, resolvi regularizar toda a papelada do remanejamento interno de curso. Pois é, estou mesmo mudando de curso e parte de mim nem acredita que estou fazendo isso.
Não estou assim realmente confiante de estar fazendo a coisa certa, mas como me conheço, sei que nunca estarei realmente certo disso. Esse pobre coração cheio de indecisão!
No balcão da Diretoria Acadêmica [mais conhecida como DAC] uma última provação me foi colocada pelo destino. O cara que me atendeu, ao receber minha ficha, comentou indiscretamente ao saber da eterna situação Geografia-&-Geologia: “Eh, viu que é mais importante ser feliz do que ganhar dinheiro?”.
Fiquei de certo modo atônito, mas logo ele se explicou dizendo que fazia Geografia e que sim, era possível ganhar dinheiro fazendo esse curso. Nada novo pra mim, claro.
Toda essa história de não ganhar dinheiro fazendo Geografia, às vezes, me enche o saco. E discutir sobre isso me enche mais ainda, então não falarei sobre aqui. =P
Bom, é isso... Semestre que vem, novo curso, e acho que mais próximo do que quero pra minha vida. Certeza.
xD

25.6.08

Momentos Solitários.





Tá, duas coisas eu admito: primeiro, eu gosto muito de tirar fotos nesses lugares; segundo, eu gosto mesmo de ficar sozinho.
É, eu tirei (ou melhor: pedi pra tirarem) essas fotos de mim porque elas demonstram um pouco de como eu gosto de encarar à mim e à vida.
Sim, meio autista por opção (minha e dos outros também) e muito, muito reflexivo, apesar de ser muito impulsivo também... =/
Esse jeito de não se importar e até apreciar ficar sozinho é algo que eu, com certeza, não trocaria por nada. Posso até estar ferrado da vida e cheio de problemas, mas só de conseguir ficar sozinho e pensar, já me é um alívio...
Bom, aproveitem e dêem uma olhada nessas paisagens nas fotos... Coisa surreal de tão perfeita, não?

23.6.08

O Garoto Que Não Sabia Perdoar.

Era uma vez um mundo muito distante. E era uma vez um garoto.
Era um garoto comum que gostava de ouvir música e ir ao cinema, que gostava de ler e escrever histórias, e que adorava séries de TV e conhecer novas pessoas. O único grande problema nesse garoto era que ele não sabia perdoar.
Ele tinha um ar adorável com as pessoas, uma boa educação, bons gestos e até gostava de ajudar as pessoas. Porém, apesar de tudo isso, ele tinha essa característica singular: não sabia perdoar.
O pobre garoto sempre que se deparava com uma decepção ou ilusão provocada por outra pessoa, se fechava em sua mente, seu mundo particular, e lá ficava não determinado a deixar aquele fato ser esquecido.
Não que ele demonstrasse tudo isso, não, o tal garoto nunca demonstrava sua irritação ou mesmo decepção ou sofrimento. Ás vezes parecia não sentir realmente nada e muitas vezes o próprio garoto se convencia disso. “O frígido e insensível ser de coração frio”, diziam os outros. Mas isso pouco importava para ele. Ou ele achava que não.
Muitos amigos ele havia perdido e muitas oportunidades tinham se dissipado por causa daquele fato e mesmo que muitos dissessem o contrário, aquilo não era culpa dele.
Realmente não era culpa do garoto.
Seu passado havia lhe ensinado a ser daquele jeito. À duras penas, é verdade, mas o garoto havia magnificamente aprendido a lição. As pessoas de seu passado condenaram-no a ser aquilo que era. “Maldito seja o passado!", pensava o garoto sem saber se realmente sentia aquilo.
Mas nem tudo estava acabado par
a aquele garoto. Certo dia ele entrou em outro mundo e encontrou novas pessoas. Entre essas outras pessoas, havia algumas iguais as que ele encontrava em seu mundo, outras semelhantes as que ele conhecia e outras totalmente diferentes de tudo que ele já havia encontrado.
As regras eram diferentes nesse mundo e como um novo amigo lhe disse: “Nesse mundo, todos têm uma segunda chance, desde que estejam dispostos a tentar”. E o garoto talvez estivesse. Não poderia dizer com certeza, mas algo nele lhe instigava a tentar ser diferente, ao mesmo tempo em que parte dele insistia em permanecer o mesmo de sempre.
Essa dúvida em sua mente, nunca cessou e duvido que um dia cessará, mas ao menos agora, nesse novo mundo a explorar, talvez o garoto pudesse ao menos aprender a perdoar, e a fazer tantas outras coisas que não sabia fazer em seu mundo.

13.6.08

Para Caminharmos.


Existe um lugar, de coordenadas desconhecidas e onde o GPS não funciona, que podemos sonhar sem ter medo das críticas alheias.
Um lugar onde não precisamos clamar por uma justiça inoperante.
Em que todos têm o que precisam e nada é gasto só pelo simples fato de se gastar.
Claro, esse lugar existe, mas apenas em nossas mentes e divagações mais profundas.
Lembro-me muito bem de uma certa frase que reflete muito bem toda essa idéia de utopia:
"Toda vez que damos um passo em direção à utopia, ela caminha dois passos à nossa frente. Então pra que serve a utopia? Para caminharmos."
Não sei ao certo quanto às outras pessoas, mas essa frase acende algo dentro de minha mente.
Estamos todos aqui para caminharmos. Não para sermos felizes, para trabalharmos e ganharmos dinheiro, nem pra encontrarmos o amor de nossas vidas, ou os amigos mais legais do mundo.
Estamos todos aqui caminhando, caminhando pra viver e cada vez melhor, claro...
Ah vou ficar por aqui porque já estou me alongando e me confundindo em assuntos profundos demais, e parece que ainda não sei nadar muito bem nessas águas profundas.
Não me perguntem o porquê da foto. Tirei-a num momento de descanso e de um pôr-do-sol incrível.
Belas imagens pra se falar de belas idéias. xD
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