A vida tem alguns momentos tão singulares (no mau sentido) que parece brincadeira ou zuação... De uma hora pra outra as coisas mudam e você fica com cara de paisagem vendo tudo pelo qual você correu atrás e batalhou se esvair em menos de um segundo.
E ainda dizem pra deixar tudo com o destino porque tudo no fim se encaixa e dá certo.
É, se você pensar bem, no fim, mas no fim mesmo, tudo vai dar certo pra você. Você vai morrer e não vai mais precisar se preocupar com mais nada. Tudo será um silêncio profundo e (talvez) haverá para você um eterno descanso.
Mas nem assim acho que isso é estar tudo bem, imagina ficar deitado na eternidade mais infinita, sem fazer nada, e nada, e nada... Mal consigo ficar 2 horas numa aula monótona pra caramba. Não, esse fim pra mim seria literalmente o fim.
É, preciso me orientar espiritualmente para esperar algo diferente nessa eternidade. Acho que tenho que encontrar um meio, pode-se dizer, puritano de encarar a vida (sem querer me discutir religiões aqui, por favor!).
Sei lá, às vezes a idéia de encarar um destino totalmente escrito me deixa feliz e confiante de algo bom e pelo menos confortante no futuro, mas ao mesmo tempo vejo que talvez seria muito ruim já ter um caminho já determinado e não poder fazer nada por mim mesmo. Nada para decidir sobre meu próprio caminho... Não me sinto muito bem com essa idéia.
Acho que seria melhor se às vezes pudéssemos desligar nossos cérebros e poder ficar, pelo menos por alguns momentos, sem pensar em nada. Poder ficar em paz.
Paz, algo realmente difícil de se conseguir ultimamente, parece que a norma atual é viver sempre em um alerta constante contra tudo e todos e conseqüentemente nunca estar em paz.
E é em qualquer um desses (des)caminhos que (des)encontramos coisas boas e ruins, praticamente todos os momentos de nossas curtas e insignificantes vidas. Nesses momentos é melhor nem pensar, e sim agir com o que vier à mente, eu pelo menos estou começando a agir assim. Quem sabe dá certo?
Talvez consiga trilhar um caminho através do descaminho ocasional. Ou então consiga destrilhar meu caminho já escrito pelo destino e escrevê-lo eu mesmo. Afinal, um dia, algo tem que dar certo...
