13.6.08

Para Caminharmos.


Existe um lugar, de coordenadas desconhecidas e onde o GPS não funciona, que podemos sonhar sem ter medo das críticas alheias.
Um lugar onde não precisamos clamar por uma justiça inoperante.
Em que todos têm o que precisam e nada é gasto só pelo simples fato de se gastar.
Claro, esse lugar existe, mas apenas em nossas mentes e divagações mais profundas.
Lembro-me muito bem de uma certa frase que reflete muito bem toda essa idéia de utopia:
"Toda vez que damos um passo em direção à utopia, ela caminha dois passos à nossa frente. Então pra que serve a utopia? Para caminharmos."
Não sei ao certo quanto às outras pessoas, mas essa frase acende algo dentro de minha mente.
Estamos todos aqui para caminharmos. Não para sermos felizes, para trabalharmos e ganharmos dinheiro, nem pra encontrarmos o amor de nossas vidas, ou os amigos mais legais do mundo.
Estamos todos aqui caminhando, caminhando pra viver e cada vez melhor, claro...
Ah vou ficar por aqui porque já estou me alongando e me confundindo em assuntos profundos demais, e parece que ainda não sei nadar muito bem nessas águas profundas.
Não me perguntem o porquê da foto. Tirei-a num momento de descanso e de um pôr-do-sol incrível.
Belas imagens pra se falar de belas idéias. xD

12.6.08

A Experiência


Íncrivel. Simplesmente incrível.
Acho que sou meio que tarado por céus.
Tenho várias fotos de diversos ângulos e posições. Cores e sombras. Infinidade e contenção por uma janela.
É, realmente sou muito encanado com céus.
Essa foto aí foi do último dia da viagem de campo para o Paraná, antes do busão fazer o pseudo-retorno para um posto de gasolina. xD
Fim do dia, todo mundo cansado mas muito realizado, certeza.
Íncrivel.
Era só olhar pro céu e refletir sobre essa puta experiência que tivemos num dos únicos feriados do ano. Valeu, com certeza, valeu a pena cursar Sedimentologia.
[Que eu passe bem na disciplina agora...] xD

10.6.08

Easy, Lucky or Free



Uma música simples e uma letra... nem tanto.
Mais uma música do Bright Eyes que me vicioou. xD
Já vai com a tradução que eu fiz porque não tinha traduzida na net.

Easy/Lucky/Free – Bright Eyes


Did it all get real? I guess it's real enough

Tudo já se tornou real? Acho que é real o suficiente
They got refrigerators full of blood
Eles têm seus refrigeradores cheios de sangue
Another century spent pointing guns
E outro século se passou, apontando-se armas
At anything that moves

Para qualquer coisa que se movesse
Sometimes I worry that I've lost the plot
Às vezes eu me preocupo por ter perdido o enredo
My twitching muscles tease my flipping thoughts
Meus músculos contraídos implicam com meus pensamentos jogados
I never really dreamed of heaven much
Eu nunca sonhei muito sobre o paraíso
Until we put him in the ground
Até que nós o colocamos aqui no chão

But it's all I'm doing now
Mas tudo que estou fazendo agora
Listening for patterns in the sound
Procurando ouvir padrões nesse som
Of an endless static sea
Do interminável e estático mar
But once the satellite's deceased

Mas depois que o satélite foi desativado
It blows like garbage through the streets
Ele se espalhou como lixo pelas ruas
Of the night sky to infinity
Do céu noturno para o infinito

But don't you weep (don't you weep for them)
Mas não chore (não chore por eles)
Don't you weep (don't you weep)
Não chore (não chore)
There is nothing as lucky
Não há nada que venha por sorte
Honey, don't you weep (don't you weep for them)

Querido, não chore (não chore por eles)
Don't you weep (don't you weep)
Não chore (não chore)
There is nothing as lucky, as easy, or free
Não há nada que venha por sorte, tão fácil ou de graça

Don't be a criminal in this police state
Não seja um criminoso nesse estato policial
You better shop and eat and procreate
É melhor você comprar e comer e procriar
You got vacation days then you might escape

Você tem seus dias de férias em que você pode escapar
To a condo on the coast
Para um condomínio no litoral

I set my watch to the atomic clock
Eu arrumo meu relógio de acordo com o relógio atômico
I hear the crowd count down til the bomb gets dropped
Eu ouço a multidão na contagem regressiva para que a bomba seja lançada
I always figured there'd be time enough
Eu sempre contei que haveria tempo o suficiente
I never let it get me down
E nunca deixaria que isso me deixasse pra baixo

But I can't help it now
Mas não posso evitar agora
Looking for faces in the clouds
Olhando para rostos nas nuvens
I got some friends I barely see
Eu tenho alguns amigos que raramente vejo
But we're all planning to meet
Mas todos nós estamos planejando nos encontrar
We'll lay in bags as dead as leaves

E caíremos todos tão mortos como folhas no chão
All together for eternity
Todos juntos pela eternidade

But don't you weep (don't you weep for them)
Mas não chore (não chore por eles)
Don't you weep (don't you weep)
Não chore (não chore)
There is no one as lucky
Não há ninguém que venha por sorte
Honey, don't you weep (don't you weep for them)
Querido, não chore (não chore por eles)
Don't you weep (don't you weep)
Não chore (não chore)
There is nothing as lucky, as easy, or free
Não há nada que venha por sorte, tão fácil ou de graça

4.6.08

Dezenove - 19, Um-mais-Nove.

É, amanhã, um ano mais velho. E parece que foi ontem que fiz 17, ou 18 anos. Mas o tempo passa rápido e daqui a pouco já to com 20. xP
É sempre nesses dias que a minha mente parece trabalhar em excesso.
Ficar velho sempre me remete a refletir se o tempo que têm passado têm sido bem aproveitado. E como na maioria das vezes, perco mais tempo do que deveria fazendo isso.
Parece que foi há alguns dias atrás que entrei no colegial e tive medo de como tudo seria naquele ambiente recém conhecido, com pessoas quase que totalmente desconhecidas, e com uma pseudo-imagem totalmente deturpada sobre o que era "O Colegial".
O tempo passou mais um pouco e logo aquele estranho colégio virou minha segunda casa, aqueles estranhos indivíduos tornaram-se meus amigos e todo aquele mito sobre o novo período tinha se desfeito, afinal, o tal do "Colegial" foi uma época maravilhosa.
Pouco depois, entrei no técnico e conheci uma galera que era mais parecida comigo e, portanto, a amizade surgiu e cresceu logo. Os pensamentos se sobrepunham às palavras e parecia que compartilhávamos um mundo à parte, afinal, na época, éramos os mestre da eletroeletrônica. xD
Como tudo sempre acaba e um ciclo sempre dá espaço pra outro, logo os tempos de colegial e técnico acabaram e uma saudade enorme tomou conta de tudo. Mas não tive a temporada chamada "O Cursinho", do qual ouvi muitas coisas interessantes posteriormente.
Não, depois que os tempos de colegial terminaram, um certo monstro temível chamado "O Vestibular" foi com a minha cara e me deu duas escolhas, me fazendo esquecer totalmente daquele tal "cursinho".
Pois então, eu poderia ficar em minha cidade e virar um administrador, ou ir pra um mundo chamado Unicamp e tentar ser um tal "cientista da terra".
É, escolhi a segunda opção. Fui pra um outro mundo, mas mantive o contato com muitas almas que me fizeram e me faziam bem em casa.
Um mundo novo se abriu, conheci outras pessoas muito mais diferentes, lugares muito mais estranhos e minha mente pareceu se contorcer à quantidade de conhecimento e experiências que aconteciam. Muito bom, muito singular. A liberdade me fazia um cafuné enquanto estudava placas tectônicas e efeitos da urbanização sobre o meio ambiente.
E nesse mundo estrangeiro, conheci outros ainda mais parecidos comigo, que compartilhavam os mesmos sonhos, os mesmos gostos e medos, as mesmas personalidades e jeitos de ver a vida e as pessoas.
E então, novos amigos apareceram. Na intensidade de tudo que acontecia por aqui, mais de um ano já se passou e as coisas têm se desenrolado de maneiras diversas e muito proveitosas. Parece até que aprendi a viver, aprendi a levar a vida do meu jeito sem precisar pedir orientação ou permissão, ou coisa parecida.
Dezenove anos, e ainda me sinto e muitas vezes ajo como uma criança, que só quer correr atrás do que acha certo ou do que mais gosta no momento. Um verdadeiro doido impulsivo que vara noites escrevendo e postando fotos surreais e se acha parecido com o Teco.
Dezenove anos, e que mais estejam por vir, pois agora que sei como a vida funciona, parece que não quero deixar desperdiçar mais nem um momento.
^^/

12.5.08

Boletim Semanal =P

É, as coisas rodam e rodam. O tempo passa e não volta. Algumas pessoas vêm e vâo, enquanto outras vâo e não voltam.
O mundo dá voltas enquanto tudo parece parado pra mim. O tempo acelera e o que faço não me move, mas tudo bem. Se quase todo mundo diz que: no fim tudo dá certo, não irei me desesperar. Se nada der certo, não faz mal. Não mais.
Tá essa semana foi ímpar. Muita coisa singular aconteceu com diversas pessoas que conheço, não vou citar nomes, é óbvio, mas algumas lições do que aprendi vão sair aqui.
Analisar situações racionalmente nunca foi meu forte, e nesses últimos dias percebi como tenho que exercitar mais meu lado 'pensador' e deixar meu lado 'explosivo' de molho. Pra resumir: se esquentar só dá merda. A gente desconta raiva em pessoas erradas, toma decisões precipitadas, e destrói decisões tomadas anteriormente. Resumindo uma vez mais: só dá merda.
Apesar de ser uma das minhas principais características, esse meu modo explosivo de viver traz muita coisa ruim de se lidar, e é foda de segurar ele... hahahaha
Outra coisa que me fez pensar muito é a tensa e delicada relação em grupo. Que em todos quesitos é diferente da relação das pessoas um-pra-um. Quando se está em grupo, em muitas vezes, não faz diferença o grau de amizade que se tem entre cada um dos membros do grupo, todos funcionam como um só. E quando há um fato que diz respeito à um, todo o grupo se manifesta, para o bem ou mal pro coitado do 'um'.
Nessa vida em grupo não adianta contar com fulano ou sicrano, porque na hora que tudo aperta, é preciso contar com o grupo... ou não contar. No entanto, não existe uma fórmula secreta pra essa convivência, essa 'geopolítica' é diferenciada pra cada grupo de pessoas, mas uma coisa é certa, só convivendo e vivendo a experiência pra saber melhor como agir quando as coisas acontecem 'em grupo'.
Ah, essa semana passou rápido e intensamente, e a outra já tá começando (opss já começou, já é 1 da manhã de segunda =P).
Parece que já estou naquele ponto de agradecer pela boa semana que rolou, e esperar confiante pelo que vem pela frente (apesar de eu achar isso meio difícil...), mas não custa tentar não?
Pensamento positivo então!_! =D

21.4.08

Escolhas.

Nas últimas semanas tenho pensado muito sobre escolhas. E consequentemente, sobre aonde elas nos levam.
É engraçado, e assustador, pensar que apenas uma decisão que tomamos possa interferir em toda uma vida. Coisas que na hora parecem simples mas que no futuro terão definido nossa vida.
Quantas pessoas eu não teria conhecido e por quantas situações eu não teria vivido se tivesse escolhido outro lugar para estudar.
Parece bobagem voltar mais uma vez à esse assunto (que me perturba tanto)... Mas, seriam todas nossas escolhas que levaram à nosso atual caminho? Ou esse caminho já era algo que ''era pra ser'', um destino, no qual estaríamos fadados a seguir desde nosso início da vida?
Quantas vezes encontramos pessoas incríveis assim que entramos em uma nova fase de nossa vida, uma fase que para acontecer, teve que dar fim à uma 'vida' anterior... Que somente através da escolha de mudar pôde acontecer.
Quantas vezes nos vemos frente a situações que nunca pensamos estar, mas que quando acontece, temos uma 'sacada' rápida, quase como se já soubéssemos por onde ir. Como se já estivéssemos fadados a seguir por certa direção.
Acho que nada disso faz muito sentido, mas é exatamente o que estou sentindo no momento: essa impotência e incerteza acerca das escolhas.
Tá certo que praticamente sempre foi assim. Mas, vez ou outra, essas coisas se evidenciam mais no decorrer dos tempos.
E é fato que muitas vezes indago aquelas fatídicas palavras: "E se eu tivesse feito de outro jeito?" ou"E se eu tivesse escolhido o lado oposto?". E lá vem mais tempo gasto em suposições e divagações sobre tudo isso...
Já chega né? Que eu não pense mais em escolhas por um bom tempo... xD

11.4.08

Estranhos Momentos

Não existem momentos certos para ser você mesmo
e muito menos momentos certos para dizer o que se pensa,
Momentos que nunca deveriam surgir e que depois que o usamos,
desejamos que aquilo nunca tivesse nos sido dado.

Belos e terríveis são os momentos de solidão,
alegres e agonizantes meus momentos de multidão,
enquanto que tristes e reais os momentos de solidão entre a multidão.

Momentos em que é necessário que se aperte o 'stop'
e de um 'rewind' e em seguida um 'slow-motion'
Só assim pra se digerir certos momentos que se passam rápido demais
para serem compreendidos no exato momento.

Estranhos momentos de confusa sobriedade
e anormais momentos de alterada realidade,
nas quais tudo se converge em silenciosos momentos em que
Contínuas memórias recém guardadas
dividem espaço com as memórias de momentos passados, uma quase vida deixada pra trás,
e aguardam o espaço de momentos futuros.

Pra que aguardar o momento futuro
se o momento presente lhe demonstra total atenção?
Por que imaginar os futuros momentos
se vale mais a pena reavaliar os momentos passados?

Nesse momento não sei e
não sei se em momento algum quero realmente saber...
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